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Alerta ao abandono da 2ª dose

O Estado de Pernambuco iniciou o mês de junho com o registro de aproximadamente 200 mil pessoas que não voltaram aos centros de vacinação para tomar a segunda dose contra covid-19. Essa taxa de abandono levou o governo estadual a cobrar das prefeituras uma postura mais ativa para ir até as pessoas que precisam completar o esquema vacinal contra o coronavírus. “Foi acordado hoje (ontem) que todos os municípios realizem essa busca ativa, de pessoas que tomaram a primeira dose e não compareceram para a segunda aplicação no prazo acordado”, disse ontem o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, em coletiva de imprensa.

Segundo o gestor, durante a reunião, todas as cidades se comprometeram com o trabalho ativo de ampliação da capacidade de vacinação e também com a procura dos cidadãos que já deveriam ter completado a imunização contra a covid-19. “Vamos ajudar, mas também cobrar para que haja desempenho melhor nos municípios que estão com desempenho vacinal menor.” O secretário acredita que o volume de 200 mil pessoas em atraso, no Estado, para tomar a segunda dose já deve ter diminuído, visto que esse dado, que é o mais recente e extraído do sistema do Ministério da Saúde, é de 1º de junho. “Pedi para que houvesse um trabalho com as Geres (Gerência Regional de Saúde) para fazer cruzamentos entre estoques de vacinas, necessidade e abastecimento da segunda dose. Estamos em curso com esse trabalho”, assegurou.

Além disso, André Longo disse que, com base no volume de faltosos para a segunda dose no Recife (7.735), é possível que já esteja diminuindo, em demais cidades, o número de pessoas que não voltaram aos serviços para receber a segunda aplicação contra o coronavírus. “Estamos falando de múltiplas vacinas, que exigem a segunda dose em tempos diferentes. É importante que a população fique atenta para o momento em que vai tomar a segunda aplicação.”

Durante a coletiva de imprensa, o secretário também chamou a atenção para o fato de alguns municípios, embora tenham se queixado da falta de CoronaVac para finalizar o esquema vacinal, terem agora o insumo e, ainda assim, os moradores não comparecem para receber a aplicação. Dessa forma, ele orientou que os agentes comunitários de saúde podem ter um papel fundamental nessa busca ativa, com o trabalho de visitas domiciliares que fortalecem o vínculo entre as equipes da atenção básica e os cidadãos. “Se preciso, os municípios devem fazer vacinação de casa em casa, especialmente para imunizar idosos que têm dificuldade de locomoção. É preciso ter ações bem planejadas para que a gente reduza essa ausência para a segunda dose em Pernambuco. Vamos acompanhar mais de perto isso”, ressaltou André Longo.

JANSSEN

Em pronunciamento ontem, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, informou que pactuou com os municípios uma estratégia diferente para a distribuição da vacina da Janssen, que deverá chegar ao Brasil na próxima semana, de acordo com o governo federal. “Por ser uma vacina de dose única, o que acelera o processo de imunização completa, não vamos limitar sua distribuição à capital, conforme orientou o Ministério da Saúde”, informou. Além do Recife, ela será distribuída para Caruaru e Garanhuns (no Agreste); Serra Talhada, Arcoverde e Afogados da Ingazeira (no Sertão). São cidades que atualmente registram índices altos de transmissão do novo coronavírus. “Aproveito para agradecer a compreensão dos demais municípios e reiterar que essa decisão é mais um passo para superarmos a pandemia”, acrescentou Paulo Câmara, que ainda ressaltou o fato de a vacina da Janssen imunizar com dose única, o que permite dar maior rapidez ao processo de proteção.

Inicialmente, a orientação do Ministério da Saúde era de limitar a distribuição da vacina da Janssen às capitais brasileiras. No entanto, segundo o governador, além de apresentarem altos níveis de transmissão do novo coronavírus, cidades do Agreste e do Sertão de Pernambuco são importantes polos econômicos. “Esses municípios são grandes centros comerciais e de serviços do interior do Estado. Com mais gente imunizada em menos tempo, poderemos ajudar a conter a aceleração da doença no Agreste e no Sertão”, disse.

Ele acrescentou que, por serem de grande porte, essas cidades têm plenas condições de manejar as vacinas dentro do prazo de validade curto necessário à sua aplicação. A iniciativa contemplará as sedes das Gerências Regionais de Saúde (Geres) das Macrorregiões 2 e 3. Da Macrorregião 2, fazem parte as Geres 4 e 5, que têm como cidades polo Caruaru e Garanhuns, respectivamente. Já na Macrorregião 3, estão as Geres 6, 10 e 11, que contam com os municípios de Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada como cidades centrais.