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Queda de chamados para envio de socorro

Depois de um período apresentando crescimento de chamados para atendimento de pessoas com problemas respiratórios, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Metropolitano do Recife começou a apresentar uma tendência de queda de casos. Na última segunda-feira, a média móvel diária de envio de ambulâncias respiratórias foi de 39,9 – número inferior ao de 8 de março de 2021, dia considerado pelo Samu como início da “segunda onda” da pandemia da covid-19 em relação ao números de chamados. Naquela semana, a média móvel foi de 41 envios de socorro.

Na última segunda-feira, o Samu Recife teve, ao todo, 242 registros de ocorrências em geral, e 131 envios de ambulâncias. No total, houve 50 registros de pacientes com problemas respiratórios. E foi preciso o envio de 34 ambulâncias para pessoas que apresentavam sintomas da infecção pelo novo coronavírus. O Samu Recife diz que os dados levam a crer que há, de fato, uma tendência de diminuição nos chamados.

A efeito de comparação, nos dias 27 e 28 de maio deste ano o Samu enviou 47 e 56 ambulâncias, respectivamente, para atendimento de pessoas com sintomas da covid-19. Já no último domingo, foram 31.

A assessoria da Secretaria de Saúde do Recife foi procurada para comentar os resultados, ontem à noite, mas não atendeu às ligações.

Ontem, 3.622 novos casos de pacientes com a covid-19 foram registrados no Estado. Também foram confirmadas 72 novas mortes. Agora, já são 16.932 óbitos desde o início da pandemia.

VARIANTE

Uma nova pesquisa realizada pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reforçou que a variante gama, mais conhecida como P.1, da covid-19, predomina no Estado. O novo sequenciamento genético foi feito a partir da análise das coletas de 96 pacientes residentes em municípios do Agreste e da Zona da Mata. O resultado foi divulgado ontem pelo governo de Pernambuco. 

Os resultados mostraram que 56,25% (54 amostras) apresentaram a cepa P.1, identificada no Amazonas, seguido da B.1.1 (19 amostras) e da B.1.1406 (10 amostras). Do total de exames com essa cepa identificada, 20% das amostras eram de pacientes residentes em Garanhuns; 15% de moradores de Caruaru; 6% do município de Cumaru; e 2% cada de pacientes residentes em Agrestina e Bom Jardim.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a variante P.1 foi identificada pela primeira vez em Pernambuco no mês de fevereiro, em dois pacientes infectados pela covid-19 e transferidos do Amazonas.

“A detecção da variante pode estar relacionada com a maior circulação de pessoas nos últimos meses do ano de 2020 e início de 2021, principalmente no período que antecedeu a fase de aceleração da pandemia no Agreste do Estado”, comentou o secretário de Saúde, André Longo.

Reação à vacina é bom sinal

Depois que a população mais jovem começou a ser vacinada contra a covid-19 e, no caso de Pernambuco, principalmente com o imunizante AstraZeneca, têm sido comum relatos de reações à vacina. Febre, calafrios, dores de cabeça e no braço, além de mal estar começaram a ser relatados com frequência. Mas o que pouca gente sabe é que esses sintomas indicam que o organismo está alcançando o principal objetivo do processo que é aprender a se proteger do coronavírus. Por isso, os sintomas não devem ser temidos.

A explicação para as reações é que, ao estimular o sistema imunológico a produzir os anticorpos contra o vírus, a vacina acaba desencadeando uma reação inflamatória que, por sua vez, leva ao surgimento dos sintomas tão temidos pela população. “Não é para ter medo. Significa que o organismo está promovendo a sua resposta imunológica. São reações que tendem a desaparecer entre 24 e 48 horas após a aplicação. Todas as vacinas que estão sendo disponibilizadas para a população são extremamente seguras”, explica e garante o médico Eduardo Jorge, representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações.

O fato de as pessoas mais jovens terem mais reações adversas do que os idosos – cada vez mais comum depois que a imunização começou abaixo dos 50 anos e chegando aos 40 anos – também tem explicação. Deve-se ao envelhecimento do sistema imunológico (imunossenescência). Ou seja, quando envelhecemos, as células de defesa precisam de um maior tempo para esboçar reação. Ao mesmo tempo, a resposta às vacinas pode ser menor – tanto sob o aspecto da eficácia quanto em relação aos efeitos adversos.

Quem não teve febre, dor de cabeça ou qualquer mal estar, entretanto, não deve se preocupar porque isso não significa que a vacina não esteja fazendo efeito. Significa que a reação inflamatória foi menor e, consequentemente, os efeitos adversos também. É a mesma explicação para os idosos, que respondem pior a qualquer vacina, ou seja, têm menos reações inflamatórias e menos reações adversas.

“A ausência de efeito adverso não significa que o organismo reagiu pior. Existe a individualidade de cada um. Tem pessoas que geram mais reações adversas do que outras. Mais de 60% das pessoas jovens que tomam AstraZeneca têm esses efeitos que nós consideramos leves”, diz.

Eduardo Jorge aproveita para mandar um recado à população: “Ainda estamos em um momento muito difícil. Por isso, vacina boa é aquela que primeiro chega ao seu braço. Não podemos estar escolhendo vacina como se estivéssemos escolhendo uma carta de vinhos. Todas as três vacinas que temos no País – e as outras duas que vão chegar (Janssen e Sputinik) – funcionam bem para proteção das formas graves da covid-19.”