Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

País tem recorde de doses aplicadas

O Brasil registrou a aplicação de 2.220.845 doses de vacinas contra a covid-19 ontem, segundo dados reunidos e divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa. Essa é a maior marca diária de imunização desde o início da campanha em janeiro.

No total, 2.088.159 de pessoas receberam a primeira dose e 132 686 receberam o reforço da vacina, necessária para completar a imunização.

Com isso, a quantidade de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a covid-19 chegou a 60.381.020. O número representa 28,51% da população brasileira.

Já levando em consideração as pessoas que receberam as duas doses, a quantidade é de 24.085.577, ou 11,37% dos habitantes.

O Mato Grosso do Sul é o Estado onde a aplicação da primeira dose está mais avançada, em números proporcionais. Lá, 36,59% da população recebeu a vacina. Já nos dados relativos à segunda dose, a vacinação está mais avançada no Rio Grande do Sul, onde 14,45% da população recebeu a imunização completa.

Em um período de 90 dias, as vacinas contra covid-19 salvaram a vida de 43 mil idosos com mais de 70 anos no Brasil, indica um novo estudo. O trabalho, liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com a Universidade Harvard, de Massachusetts (EUA), sugere que os imunizantes usados no País fizeram uma diferença crucial nesse subgrupo da população, mesmo sob avanço da variante gama do coronavírus.

Os resultados do trabalho ainda não passaram por revisão independente, e devem ser antes submetidos ao portal de estudos abertos MedRxiv. Segundo ele, após analisar 235 mil óbitos no país, foi observado que a mortalidade por Covid-19 caiu de 28% para 16% no grupo de idosos de 70 a 79 anos, e de 28% para 12% no grupo acima de 80 anos.

AJUDA DOS EUA

Os Estados Unidos vão enviar doses de vacinas contra a covid-19 ao Brasil nas próximas semanas, segundo afirmou o coordenador da força tarefa da Casa Branca contra a pandemia, Jeff Zients, em coletiva de imprensa ontem. Ele não especificou, no entanto, quantas das 80 milhões de doses previstas para doação serão enviadas ao País.

De acordo com ele, o governo norte-americano também espera “fazer mais” no segundo semestre de 2021 para combater a ameaça global do novo coronavírus, em adição ao compromisso de doar 580 milhões de doses dos imunizantes a nações de baixa renda.

Sem esclarecer se a administração Biden pretende aumentar as doações no período, o comentário foi feito enquanto Zients destacava os esforços dos EUA para acelerar a vacinação contra a doença em todo o mundo, “à medida que as taxas locais de infecção e mortes por covid-19 melhoram”.

A farmacêutica norte-americana Pfizer entregou, ontem, mais 936 mil doses da vacina contra a covid-19 ao Brasil. O lote, o 14º enviado ao país, chegou por volta das 19h30 no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior paulista.

Com esta remessa, 2,4 milhões de doses chegaram nesta semana. Desde o início do envio, em 29 de abril, foram entregues mais de 10,7 milhões do imunizante produzido em parceria com a BioNTech.

A programação desta semana, que foi cumprida, previa 530 mil vacinas na última terça-feira, 936 mil anteontem e o mesmo montante ontem.

De acordo com o Ministério da Saúde, o laboratório deve entregar 12 milhões de doses em junho. Mais 7,2 milhões de vacinas já desembarcaram em Viracopos neste mês.

BALANÇO

A quantidade de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o primeiro caso, em fevereiro de 2020, subiu para 17.702.630. Ontem, foram registrados pelas autoridades de saúde 74.042 novos diagnósticos positivos da covid-19. O país tem ainda 1.129.143 casos ativos, em acompanhamento.

Já o total de vidas perdidas para a pandemia foi para 496.004. As secretarias de saúde confirmaram 2.311 novas mortes por covid-19. Ainda há 3.758 óbitos em investigação.

Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado ontem, mostra que pela primeira vez as maiores concentrações de casos de internações em enfermarias, em CTIs e óbitos chegaram juntas a um patamar abaixo de 60 anos. “A partir de agora todos os indicadores o rejuvenescimento”, afirma o estudo, que alerta para uma piora da pandemia no inverno.

De acordo com o pesquisador Raphael Guimarães, responsável pelo pesquisa por faixa etária do Observatório Fiocruz covid-19, o grupo tem acompanhado o rejuvenescimento da pandemia há alguns meses. Desde o início do ano, gradativamente é possível ver as internações mudarem o perfil, aumentando proporcionalmente entre jovens.

“No boletim da última quinzena, verificamos que a mediana da idade dos casos internados em enfermarias e CTI ficou abaixo dos 60 anos. Isso significa que mais da metade das internações ocorreu em pessoas com menos de 60 anos. Mas para esta quinzena, a mediana dos óbitos voltou a cair, agora em 59 anos. Isso significa dizer que a partir de agora, não somente as internações, mas também os óbitos, em sua maioria ocorrem em pessoas não idosas”, explica.

O boletim afirma ainda que, nas semanas de 30 de maio a 12 de junho, houve um pequeno aumento nas taxas de incidência (casos novos) e mortalidade (óbitos) no Brasil, com a formação de um platô elevado de transmissão da covid-19, e a possibilidade de agravamento nas próximas semanas, com a entrada do inverno.