Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Inverno deve agravar Covid, alerta Fiocruz

Com a chegada da estação e a sazonalidade das síndromes respiratórias, a tendência é que o nível de infecção pelo novo coronavírus se mantenha alto

À medida que o ritmo de vacinação cresce, a precipitada sensação de que a sociedade já está em segurança tem feito com que os níveis de infecção pela Covid-19 se mantenham em altos patamares. Com a chegada do inverno e a sazonalidade das síndromes respiratórias, a tendência é que haja um novo agravamento na pandemia, como alerta o último Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (17). Nas análises, os pesquisadores observaram um aumento na incidência de casos, bem como na mortalidade. Das 27 unidades da Federação, 19 apresentam taxas de ocupação de pelo menos 80%, sendo que em oito são iguais ou superiores a 90%.

Ao Correio, o coordenador do levantamento, Marcelo Gomes, alertou que indicadores positivos, como a pequena melhora no até então ritmo lento de vacinação, quedas nos números de casos e uma melhora nos índices de ocupação de leitos hospitalares, acabaram dando uma falsa impressão de controle, no qual a análise da transmissão ficou de lado, o que ajudou a manter as novas infecções em níveis explosivos.

“Deixamos de lado, justamente, a questão do patamar. De quantos casos, de fato, se observa e o que isso significa em termos de transmissão. Ou seja, de risco de infecção propriamente dito”, salientou.

“A gente conseguiu reduzir em relação ao pico de março, mas continuamos observando, ainda, valores semanais considerados extremamente elevados (de casos) na maior parte do país”, explicou.

Segundo Gomes, a segurança, do ponto de vista biológico, só ocorre quando o índice de infectados ficar abaixo de 0,5 caso por 100 mil habitantes, o que é considerado um valor de nível pré-epidêmico. “Realmente é uma situação muito preocupante, que exige que a gente volte a tomar todas as ações que estão ao alcance das autoridades públicas, do setor privado, da população, para que se retome o cenário de queda e que mantenha essa redução pelo tempo que for necessário para atingir o patamar de segurança”, observou.

MARCA NEGATIVA

Os números diários de casos e óbitos pelo novo coronavírus seguem elevados. Neste fim de semana, o Brasil deve se tornar a segunda nação a chegar a 500 mil mortes pela doença, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que concentra 600 mil óbitos provocados pela doença.