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Brasil teve 31,8% de aumento nos casos de leucemia

Um dos tipos mais frequentes e agressivos de câncer é a leucemia, que se manifesta na medula óssea. Para evitar essa doença e chamar atenção para o diagnóstico precoce, o mês de junho, representado pela cor laranja, é dedicado à conscientização sobre a leucemia e a anemia, ambas doenças que afetam o sangue. Segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), só em 2020, o Brasil teve 10.810 novos casos de leucemia, um aumento de 31,8% em relação aos 7.370  de 2020. Ela atingiu 5.920 homens e 4.890 mulheres. A doença, em alguns casos, também pode se manifestar de forma silenciosa.

Essa enfermidade maligna dos glóbulos brancos, ainda não tem a origem reconhecida pelas pesquisas e pelos médicos. O nome é uma classificação para uma série de doenças que se manifestam na medula óssea, onde ocorre a fabricação do sangue. O paciente que tem o diagnóstico positivo pode apresentar sintomas como febre, perda de peso, desconforto abdominal, dores de cabeça, náuseas e vômitos.

A hematologista do Hospital das Clínicas da UFPE/Ebserh, Lorena Costa, explica que todas as leucemias são doenças genéticas que ocorrem por mutações variadas. “Não sabemos o que causa, contribuintes importantes são a radiação, agentes tóxicos como agrotóxicos e também o benzeno, pessoas em contato com essa substância podem desenvolver a leucemia”, afirma.

Portadora de Leucemia Mieloiede Aguda (LMA), Eliciane Alves, de 37 anos, descobriu a doença em dezembro de 2018. Tudo começou com tosse e muita secreção. Depois de alguns dias acordou com falta de ar e foi direto para o hospital, quando ficou internada por três meses e meio. Ainda hoje ela convive com um cateter para tomar as medicações. “O risco de morte pós-transplante era muito grande. Eu dizia que lutava pelo meu filho e era por ele que eu queria sair do hospital”, relembrou.