Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Brasil, enfim, recebe vacinas da Janssen

Remessa que chegou ao país conta com 300 mil doses. Expectativa é de que, ainda hoje, cheguem mais 3 milhões de doses, doadas pelos EUA

Na manhã de ontem, chegaram ao Brasil 300 mil novas doses da vacina contra a Covid-19 da Janssen, desenvolvida pela farmacêutica Johnson&Johnson. Segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de saúde, a distribuição é realizada semanalmente e os estados devem receber a remessa dos imunizantes nos próximos dias.

De dose única, as vacinas em questão fazem parte do contrato de 38 milhões de doses entre o governo federal e a farmacêutica Johnson&Johnson. De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão era de que as vacinas chegassem a partir de outubro deste ano para integrar o Programa Nacional de Imunizações.

“Essas vacinas fazem parte do esforço que estamos realizando para garantir a imunização da população brasileira. Até setembro, 160 milhões de brasileiros devem receber uma dose de esperança no braço”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Está previsto que mais 3 milhões de doses da mesma farmacêutica desembarquem no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, hoje. Estes carregamentos fazem parte de doação feita pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil.

IVERMECTINA

A mesma plataforma de pesquisa que desbancou a azitromicina como tratamento potencial para a Covid-19 incluiu, agora, a ivermectina nos estudos de drogas a serem testadas contra a doença causada pelo Sars-CoV-2. Liderada pela Universidade de Oxford, a Plataforma de Ensaio Randomizado de Tratamentos para Epidemias e Doenças Pandêmicas (Principle, na sigla em inglês) é o maior ensaio clínico mundial de possíveis medicamentos para a enfermidade, realizado em 1,4 mil centros britânicos. No Brasil, o antiparasitário faz parte do polêmico “kit covid” defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, embora não exista comprovação da eficácia do vermífugo para combater a infecção por Sars-CoV-2.

Em abril, a Principle assegurou a eficácia do primeiro medicamento anticovid para ser utilizado em casa, a budesonida inalada. Os estudos demonstraram que a substância pode reduzir o tempo de recuperação em uma média de três dias. Até o momento, esse foi o único de cinco remédios que passou nos testes. Agora, além do antiparasitário ivermectina, os cientistas investigam a ação do antiviral para influenza favipiravir.

O estudo vai incluir voluntários de 18 a 65 anos que testarem positivo para o vírus. Pessoas com doença hepática serão excluídas.