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Taxa de leitos de UTI segue estável

Apesar da redução de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com suspeita ou confirmação da covid-19, na rede pública de Pernambuco, a taxa de ocupação se mantém estável. Ontem, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), estava em 65% – o que indica que número de internados continua caindo. Ao menos cem leitos de UTI e de enfermarias da Região Metropolitana do Recife foram redirecionados para receber doentes com outras enfermidades. Não há previsão, por enquanto, de fazer essa conversão na rede pública do interior do Estado.

“Não temos, nesse momento, uma homogeneidade em relação às taxas de ocupação de UTI nas diversas regiões do Estado, mas todas estão em queda. Na Região Metropolitana o índice é de 62%, enquanto no interior estava em 72%. No geral, no Estado, ficou entre 64% e 65%”, explicou o secretário estadual de Saúde, André Longo, durante coletiva online realizada na tarde de terça-feira (06).

“Não há ainda determinação para reconversão de leitos nas demais macrorregiões com foi feito na Região Metropolitana. Continuamos observando as taxas e na medida que houver mais segurança nas macrorregiões 2, 3 e 4 também faremos para ter um atendimento mais qualificado e melhor para o paciente que não tem covid”, explicou André Longo.

“São leitos que podem ser facilmente revertidos na medida que haja necessidade. A reconversão foi importante agora para dar vazão ao atendimento de outras doenças que estavam represadas pela maior ocorrência da covid. Também pra atender cirurgias eletivas e outras que passam a ser mais frequentes”, comentou.

Dos cem leitos reconvertidos, 20 são em hospitais que não são da rede pública estadual. Há, nesse caso, um contrato para atender os pacientes do SUS. Segundo André Longo, o governo paga R$ 800 por cada leito de paciente com covi-19 na UTI nessas unidades conveniadas. Quando esse leito passa para outros tipos de doença o pagamento é de R$ 400. “Há, de fato, uma economia”, diz o secretário.

Em relação à rede privada, a taxa de ocupação de leitos de UTI continua em queda. Ontem, estava em 58%. Na enfermaria, 41%.

BALANÇO

A SES registrou, ontem, 1.759 casos da covid-19. Entre os confirmados, 75 (4%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.684 (96%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 563.264 casos confirmados da doença.

Também foram confirmados laboratorialmente 26 novos óbitos (16 masculinos e 10 femininos), ocorridos entre os dias 29 de abril e 06 de julho deste ano. Os pacientes tinham idades entre 38 e 103 anos.

Do total, 13 tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (8), diabetes (4), hipertensão (2), obesidade (1), câncer (1), etilismo/histórico de etilismo (1) e doença respiratória (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais seguem em investigação.

Com isso, o Estado totaliza 17.979 mortes pela doença.

Recife: queda de óbitos de idosos

O avanço da imunização contra a covid-19 continua apresentando bons resultados em relação à queda de óbitos pela doença. De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, a proporção de mortes de pessoas maiores de 70 anos, na capital pernambucana, caiu cerca de 58% em relação ao total de óbitos, desde o início do ano. Isso significa que, no início de janeiro, o número de óbitos pela doença representava mais da metade do total de mortes por outras causas. Os dados foram divulgados ontem.

Na Semana Epidemiológica (SE) 1, em janeiro, o número de pessoas nessa faixa etária que morria de covid-19 representava 66,7% do total de óbitos registrados. Na Semana Epidemiológica 20, até o dia 22 de maio, essa mesma proporção caiu para 27,8%, ou seja, uma queda de 58,3%. Houve queda também dos números absolutos de óbitos. Na SE 1, em janeiro, por exemplo, ocorreram 38 mortes de pessoas maiores de 70 anos, enquanto 15 pessoas tiveram a morte confirmada para covid, na SE 20.

Para a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, o avanço da campanha de vacinação tem papel fundamental nessa redução. “Isso mostra que as vacinas são o principal caminho para a saída da pandemia. Todas as que estão sendo usadas na cidade cumprem o objetivo de reduzir as internações e os óbitos pela doença. Por isso, chamamos atenção das pessoas para completar o esquema vacinal com as duas doses para quem toma Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer”, destacou.

Desde o dia 19 de janeiro, quando teve início a vacinação, 684.730 pessoas foram vacinadas no município. Desse total, 292.751 já tomaram as duas doses ou receberam a vacina de dose única.

RUA

Parte das unidades da vacina Janssen, de dose única, será aplicada prioritariamente na população em situação de rua do Recife, segundo informou o prefeito João Campos, ontem. O objetivo da ação é acelerar a imunização deste grupo.

Das 625 pessoas em situação de rua que foram vacinadas, 117 já receberam o imunizante no Centro Pop, nas unidades de vacinação ou através da busca ativa.