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Cortês anuncia vacinação para faixa de 16 anos

Estado informou que a vacinação fica a cargo de cada município, mas reiterou que o governo federal indica a imunização apenas para maiores de 18 anos

O município pernambucano de Cortês, na Zona da Mata, anunciou em suas redes sociais a imunização de adolescentes a partir dos 16 anos contra a Covid-19, o que contraria a recomendação oficial do Ministério da Saúde. No entanto, a questão da idade mínima para aplicação das vacinas segue sendo pesquisada e discutida tanto entre equipes de saúde quanto na Justiça. Em junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso das vacinas da Pfizer em adolescentes a partir dos 12 anos, com registro dessa informação na bula do imunizante.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que mantém “permanente contato com os municípios pernambucanos, inclusive nas reuniões da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), para repassar todas as informações oficiais relativas à campanha de vacinação contra a Covid-19. Também está à disposição para prestar assessoria técnica e tirar dúvidas sobre o processo, por meio do Programa Estadual de Imunização (PNI-PE). Além disso, os documentos relativos à ação, seja do Estado ou do Ministério da Saúde (MS), são encaminhados para que os gestores possam nortear suas ações”.

Ainda de acordo com a secretaria, é importante lembrar que “nas entregas das vacinas, por exemplo, informa-se para qual público é aquele imunizante e se é primeira e segunda dose, ficando a cargo da cidade o andamento da campanha, de acordo com sua realidade. Por fim, frisa-se que, atualmente, a vacinação no Brasil é indicada para a população a partir dos 18 anos, de acordo com orientações do órgão federal”.

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Saúde, que não atendeu às ligações, e também com a Prefeitura de Cortês em busca de maiores esclarecimentos, mas até o fechamento desta edição não obteve respostas.

Sinalização
Na última terça-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esteve em São Paulo e sinalizou que pode liberar a imunização para as faixas etárias dos 12 aos 17 anos, através de sua inclusão no Plano Nacional de Imunização.

No entanto, o presidente do Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, negou o pedido de liminar em mandado de segurança para incluir as crianças e adolescentes imediatamente no PNI. “A parte impetrante apenas faz sugestão da mudança da política pública, adotada pela administração pública federal, de combate à pandemia da Covid-19, com o pleito de que adolescentes tomem vacinas antes de pessoas mais idosas e com comorbidades porque, segundo defende, tem havido consequências maléficas aos adolescentes, com as sequelas”, afirmou o ministro do STJ.