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Variante Delta já se espalha sem controle no país

Governo de São Paulo confirma que mutação do novo coronavírus circula em transmissão comunitária, pois afetou pessoas que não estiveram no exterior

Com a confirmação de um caso da variante Delta na cidade de São Paulo, no início desta semana, o governo paulista confirmou, na última quarta (07), que a cepa primeiramente detectada na Índia possui transmissão comunitária na capital. Isso porque foi verificada a circulação da mutação entre pessoas que não viajaram para o exterior e, portanto, não é possível rastrear a origem dos casos. Com isso, o estado de São Paulo estuda encurtar o prazo entre a primeira e a segunda dose de algumas vacinas para tentar completar o esquema de imunização do maior número de pessoas possível.

“Temos uma variante que já é autóctone, ou seja, ela já está circulando no nosso meio em pessoas que não tiveram histórico de viagens ou que não tiveram contato com alguém que esteve, por exemplo, na Índia. Dessa forma, temos que ter uma atenção especial”, alertou o secretário da Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

Para enfrentar a Delta, considerada “preocupante” e “perigosa” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o governo estadual estuda diminuir o prazo entre a primeira e a segunda dose de vacinas da AstraZeneca e da Pfizer, que precisam de três meses entre uma aplicação e outra.  

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, acredita que a redução do prazo deve ser avaliada como uma resposta à transmissão da Delta. Apesar da possibilidade de as vacinas não responderem à variante de uma maneira geral, “o fato de ter a imunidade completa ajuda substancialmente”.

ANTICORPOS
Estudo chinês indica que anticorpos contra a Covid-19 podem durar até 12 meses em mais de 70% dos pacientes que se recuperaram da doença. A pesquisa foi realizada pelo Centro Nacional de Pesquisa para Medicina Translacional da Universidade Jiao Tong com o Grupo Nacional de Biotecnologia da China, subsidiária da farmacêutica estatal Sinopharm. Os resultados foram publicados no jornal científico Nature Communications.

Além disso, o estudo mostra que a vacinação pode ser efetiva em restringir a propagação do novo coronavírus, porque gera uma resposta imunológica semelhante à produzida naturalmente pelo corpo contra os vírus vivos.

Foram coletadas cerca de 1.800 amostras de plasma convalescente, parte do sangue rica em anticorpos, de 869 pacientes que tiveram Covid-19 em um prazo de até 12 meses após o diagnóstico. Os participantes eram da cidade de Wuhan, onde o surto de coronavírus começou em dezembro de 2019.