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ButanVac será usada no exterior

O Instituto Butantan planeja submeter a ButanVac ao crivo da Anvisa para uso emergencial no final deste ano. Se até lá a vacinação nacional contra covid-19 estiver suficientemente avançada, diz o diretor do instituto paulista, Dimas Covas, doses do imunizante poderão compor os lotes da aliança internacional GAVI, responsável por distribuir antígenos a países com ampla população de baixa renda.

“Nós trabalhamos com a hipótese de oferecimento dessa vacina para outros países, principalmente os países mais pobres do mundo. Se for necessária a vacina (ButanVac) para completar o esquema vacinal do Brasil, ela também estará disponível”, diz Covas.

O diretor defende que o novo imunizante dará uma grande contribuição a “uma vacinação mundial”. E diz que o fim da pandemia está atrelado a uma ampla vacinação para além dos países ricos.

Além disso, Covas diz que “obviamente será necessária a revacinação” contra covid-19, assim como ocorre com a campanha anual da gripe, e que a ButanVac estará à disposição para esta nova etapa. Nesse cenário, diz Covas, a ButanVac largaria com vantagem, pois poderá ser adaptada para neutralizar variantes.

Desenhada para apresentar efetividade diante da cepa Gama ou P.1, detectada inicialmente em Manaus (AM), ela poderia ser ajustada para outras mutações do vírus, como a Delta, responsável pela escalada de casos na Índia no início deste ano.

QUADRIVALENTE

Outro estudo do instituto paulista é o desenvolvimento de uma vacina nos moldes da ButanVac, mas quadrivalente. Ou seja, eficaz contra três cepas da gripe e mais a covid-19. As análises dos pesquisadores foram iniciadas, mas ainda não têm data para alcançar as fases de testes em humanos – ainda é preciso que a ButanVac se prove segura e eficaz nos seus próprios testes iniciais, autorizados pela Anvisa nesta semana.