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500 mil brasileiros têm a doença e não sabem

De acordo com o instituto, um milhão de pessoas têm hepatites virais no Brasil e desconhecem esse fato. São 500 mil com hepatite C e um número semelhante com hepatite B. Paulo Bittencourt explicou que a transmissão dessas hepatites se faz por via sexual e pela transmissão da mãe para o filho, no caso da hepatite B; e pelo compartilhamento de material perfuro/cortante, que tenha sido contaminado com sangue do indivíduo com o vírus, para a hepatite C. As medidas de precaução não eram conhecidas há 40 anos, entre as quais não compartilhar tesourinhas e alicates em salões, sem higienização adequada; não usar seringas e agulhas não-descartáveis. “Então, a gente sabe que entre 0,7% e 1% da população brasileira se contaminou com o vírus C nessa época e, hoje, tem infecção crônica que pode levar à cirrose e câncer de fígado”.

A hepatite C não tem vacina. O único mecanismo para diminuir a mortalidade associada à doença é por meio da testagem, principalmente na faixa da população acima de 40 anos de idade. Para a hepatite B, há vacinas disponíveis no calendário nacional de vacinação desde 1996. Bittencourt disse que a maior parte das pessoas de 20 a 25 anos para baixo já foi vacinada durante a infância. “Mas a gente sabe que grande parte da população brasileira acima de 25 anos não está vacinada.” A vacina contra hepatite B está também disponível para adultos e idosos, onde se percebe aumento da frequência da doença.

Quem não foi vacinado deve tomar a dose para hepatite B, que é gratuita pelo SUS e, para a hepatite C, fazer a testagem, se tiver idade superior a 40 anos.

Entenda

O Brasil é, depois dos Estados Unidos, o país que mais realiza transplantes de fígado globalmente, com 100% dos procedimentos cobertos pelo SUS. O Brasil tem o segundo programa mundial de transplante de fígado, a maior parte dos casos por hepatites virais. Cada transplante tem custo de US$ 20 mil a US$ 25 mil por pessoa, mais US$ 5 mil de medicação, para a rede pública de saúde