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Terceira dose será estudada

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nessa segunda-feira (19) a realização de um estudo para avaliar a segurança e a eficácia da terceira dose da vacina da AstraZeneca contra a covid-19. Também ontem, a agência deu aval a uma pesquisa para avaliar a eficácia do medicamento proxalutamida contra o novo coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro defendeu no domingo uma avaliação sobre o remédio.

A pesquisa é uma extensão do estudo original da AstraZeneca no Brasil, que seria finalizado ao completar um ano. Agora, aos mesmos voluntários que tomaram a segunda dose da vacina há entre 11 e 13 meses será ofertada uma terceira. Um mês depois, essas pessoas passarão por nova avaliação e o estudo será concluído.

Participam os mesmos seis centros de pesquisa do estudo original. Todo voluntário que vem sendo acompanhado é elegível, desde que não seja gestante, puérpera, não tenha tomado outra vacina e nem tenha covid. Esse subgrupo deve ser formado por 4 mil voluntários.

“O objetivo é gerar dados científicos para que os governantes tomem decisões sobre a estratégia de vacinação futura baseadas em evidências”, afirma a diretora do Grupo de Vacinas de Oxford no Brasil e coordenadora dos testes clínicos da fórmula da AstraZeneca no país, Sue Ann Costa Clemens.

NOVO MEDICAMENTO

Já o estudo da proxalutamida será realizado, além do Brasil, em outros seis países: Alemanha, Argentina, África do Sul, Estados Unidos, México e Ucrânia. No Brasil serão 50 voluntários, sendo 38 em São Paulo e 12 em Roraima.

O estudo é patrocinado pela empresa Suzhou Kintor Pharmaceuticals, sediada na China. A Anvisa não divulgou o número total de voluntários.

No domingo, após ter alta do hospital no qual estava internado em São Paulo, Bolsonaro afirmou que iria cobrar do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um estudo sobre a proxalutamida, que segundo ele já estaria sendo utilizada contra a doença em outros países.

De acordo com a colunista do Globo Malu Gaspar, estudo conduzido sobre o medicamento apresenta indícios de fraude e falhas graves.

Em abril, Bolsonaro já tinha citado a proxalutamida, fármaco fabricado na China e estudado para o tratamento de câncer de próstata e de mama.

Desde o início da pandemia, o presidente já defendeu diversos medicamentos sem eficácia contra a covid-19. Alguns deles passaram a ser usados em vários pacientes no Brasil, inclusive de forma preventiva, embora estudos mostrem que eles podem agravar o quadro de saúde.

Vacinação reinicia em 22

O governo de São Paulo planeja começar a revacinação anual contra a covid-19 em 17 de janeiro, de acordo com declaração do secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn. Ele não informou detalhes sobre o público prioritário e o número de doses que serão necessárias. “Foi exatamente o dia em que nós vacinamos a primeira brasileira, aqui de São Paulo, Mônica Calazans”, justificou durante agenda pública.

Em outras ocasiões, o governo paulista já havia apontado que a campanha de imunização contra o coronavírus precisaria possivelmente ser anual. O Instituto Butantan até mesmo testa o desenvolvimento de uma vacina dupla que proteja contra a influenza e a covid-19.

Gorinchteyn ressaltou, ainda, que a revacinação anual não é um reforço. “Nós estamos seguindo a prerrogativa das vacinas para vírus respiratórios, como o da gripe (de aplicação anual)”, afirmou.

A vacinação em São Paulo começou no dia 17 de janeiro deste ano, com a aplicação das primeiras doses da Coronavac em profissionais de saúde. No resto do País, a campanha começou dois dias depois.

Além disso, ele destacou que a previsão é que a produção de doses no Butantan seja acelerada em 2022, com a ampliação do espaço de fabricação e a possível aprovação de outra candidata a imunizante, a Butanvac, hoje em fase de testes e que necessita de insumos que não precisam ser importados.

O Brasil tem capacidade para imunizar 70% da população com as duas doses da vacina contra a covid-19 até dezembro, caso mantenha a média atual de um milhão de doses aplicadas por dia. A taxa é considerada ideal para que a vacina seja capaz de controlar a transmissão do vírus.

No entanto, especialistas afirmam que o País precisa superar problemas como a imprevisibilidade na entrega de vacinas e a baixa adesão à 2ª dose para atingir a marca.