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Mais vacina para fronteiras

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nessa terça-feira que a pasta enviará mais doses de vacina contra a covid-19 para estados que fazem fronteira com outros países. Na lista, estão Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Santa Catarina, que devem receber imunizantes suficientes para aplicar em 279 mil pessoas. O anúncio foi feito em conversa com jornalistas em Foz do Iguaçu, no Paraná, onde participa de evento de vacinação.

“É uma estratégia, até para que a gente possa conter variantes e criar uma espécie de cordão epidemiológico, vacinando a população fronteiriça, para evitar que variantes que vêm de outro país possam chegar ao Brasil”, afirmou o ministro.

O ministério incluiu, na última quarta-feira, a população de regiões de fronteira como prioritária para a imunização. Outros locais, como Paraná e Mato Grosso, também receberam doses extras.

A entrada e a disseminação de cepas, como a delta – oriunda da Índia e já alastrada pela Argentina – e a lambda, detectada pela primeira vez no Peru, são preocupações para o Brasil.

“O trânsito dos cidadãos de países vizinhos pode trazer e levar doenças. Por isso, o controle sanitário é necessário para que consigamos ter uma promoção em saúde em padrões que desejamos para o Brasil e para os nossos irmãos da América do Sul”, disse Queiroga.

Mesmo diante da queda do número de novos casos e mortes, o Brasil permanece em estado de alerta diante do número elevado de internações. O país patina na vacinação e já vê o prenúncio de uma quarta onda do coronavírus.

Mais de 90 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose, o que equivale a 42,51% da população brasileira. No entanto, pouco mais de um terço, isto é, 34.357.342 pessoas (16,22%) estão totalmente imunizadas, seja com as duas doses ou com a vacina da Janssen, aplicada em dose única.

Novas variantes são mais perigosas, sobretudo, devido à maior taxa de transmissão e ao escape parcial da proteção de vacinas. O aumento da carga viral em infectados também é uma possibilidade. Contudo, formas de prevenção seguem iguais, com vacinas, uso de máscara, distanciamento social e ventilação de ambientes.

No início deste mês, Mato Grosso do Sul recebeu uma remessa de 207 mil doses da vacina Janssen, de dose única, para reforçar a proteção de 79 cidades fronteiriças. Em 13 delas, está sendo conduzido um estudo de vacinação em massa com o imunizante da Janssen.

Em maio, o ministério chegou a enviar doses extras ao Maranhão após a identificação dos primeiros casos da variante Delta no Brasil.

Pernambuco pediu no domingo um lote adicional por causa do registro de casos entre filipinos tripulantes de um navio. Ainda não há definição se o Estado conseguirá mais imunizantes especificamente para esta contenção.

A cidade de São Paulo já registra ao menos oito casos da Delta. A Prefeitura diz já haver transmissão comunitária da variante. O Ministério da Saúde reporta 122 casos no País, mas o balanço está defasado, pois considera só um infectado da capital paulista.

Especialistas acreditam que o número no País seja maior, diante de falhas de monitoramento. Já houve cinco mortes por essa variante no País: quatro no Paraná e uma no Maranhão.

Sputnik V chega ao Brasil

No próximo dia 28 de julho, chegam as primeiras 1,1 milhão de doses da Sputnik V ao Brasil, pelo Aeroporto de Recife. O anúncio foi feito ontem pelos governadores do Consórcio Nordeste. A vacina russa tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em ofício ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os governadores solicitam a disponibilização do imunizante vacina Sputnik V para o Plano Nacional de Imunização (PNI). Essas tratativas começaram na gestão de Eduardo Pazuello e continuam atualmente.

À coluna Saúde e Bem-Estar, deste JC, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, disse que, “sobre a Sputnik V, diante das declarações do ministro Marcelo Queiroga de que essa vacina ‘não seria mais necessária’, os governadores do Nordeste solicitaram ao ministro da Saúde que ele se manifeste oficialmente sobre o tema. Precisamos que o governo Federal defina se a Sputnik V será incorporada ao Plano Nacional de Imunizações e, então, podermos prosseguir com o contrato, que prevê a chegada das primeira doses no próximo dia 28 de julho”.

O secretário não informou o quantitativo que deve ser destinado a Pernambuco, e a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde (SES) disse que aguarda definições sobre o volume que será recebido.

A vacina Sputnik V foi adquirida pelos Estados integrantes do Consórcio Nordeste diretamente do Russian Direct Investment Fund (RDIF), sem intermediários, com cronograma de fornecimento que assegura entregas imediatas em quantitativos que permitem a ampliação da imunização da população brasileira. A Anvisa, porém, só autorizou até agora a aplicação de um pequeno percentual de doses.

Escolas reabrem em agosto

Com a vacinação dos professores e a queda de indicadores da pandemia, agosto deve marcar um retorno mais amplo das atividades presenciais das redes estaduais de ensino. Até aqui, só 12 Estados reabriram as escolas após a quarentena demandada pelo cenário anterior de crescimento das infecções. O ritmo tem sido mais lento do que outras flexibilizações de regras anticovid notadas nas últimas semanas. Na rede privada, por outro lado, os alunos já foram liberados para voltar em pelo menos 22 Estados e no Distrito Federal.

Ontem, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, fez um apelo a governadores e prefeitos para que retomem as atividades presenciais na educação o quanto antes, sem esperar pela imunização dos estudantes. “Quero neste momento conclamá-los ao retorno às aulas presenciais. O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas gerando impacto negativo nestas e nas futuras gerações”, pediu.

Segundo levantamento feito pelo Estadão junto a governos estaduais, daquelas que ainda não liberaram a volta, dez redes estaduais e a do Distrito Federal pretendem convocar os alunos no próximo mês. Na Paraíba e no Acre, isso está previsto para setembro. Bahia e Roraima ainda não definiram cronograma de retorno.

Até julho, apenas 13 capitais já haviam retornado parcialmente às atividades presenciais de suas redes de ensino. Entre aquelas que optaram por atividades remotas, quatro pretendem voltar à escola em agosto, três em setembro e sete permanecem sem previsão de retorno.