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Vacinação de grávidas muda outra vez

Gestantes e puérperas que tomaram primeira dose de AstraZeneca devem completar o esquema vacinal com imunizante Pfizer

As 2.609 gestantes e puérperas que receberam, em Pernambuco, a primeira dose da vacina contra a Covid-19 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz deverão completar, preferencialmente, o esquema vacinal com o imunizante da fabricante Pfizer. A recomendação, do Ministério da Saúde (MS), foi balizada pelo Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19 em reunião na tarde da última segunda-feira.

“É essencial completar o esquema vacinal das grávidas e puérperas pernambucanas que receberam a primeira dose da Astrazeneca para assegurar a alta eficácia dos imunizantes, principalmente por sabermos que as gestantes, por si só, são consideradas grupo de risco para agravamento da Covid-19. De maneira geral, as vacinas contra o novo coronavírus não são intercambiáveis, mas os recentes estudos publicados apontam que o esquema heterólogo com o imunizante de vetor viral da Astrazeneca e a vacina de RNA da fabricante Pfizer gerou uma resposta imune robusta e boa segurança, o que nos dá maior tranquilidade em seguir com esta recomendação”, pontua o secretário estadual de Saúde, André Longo.  

“Antes, a orientação era de aplicar a segunda dose da Astrazeneca das gestantes que haviam tomado a primeira dose do fabricante somente após o puerpério. Agora, estamos autorizados a completar o esquema vacinal com a Pfizer, respeitando o intervalo normal, de até 90 dias, da primeira dose do imunizante. Os municípios devem ficar atentos à nova recomendação e agilizar a vacinação das suas gestantes e puérperas”, reforça a superintendente de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Ana Catarina de Melo.

A suspensão do uso da vacina Astrazeneca em grávidas aconteceu em maio, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi notificada da morte de uma gestante vacinada no dia 10 daquele mês com o imunizante do fabricante.

À época, apenas as gestantes e puérperas com comorbidades estavam sendo imunizadas contra a doença. Após a decisão do órgão federal, o Governo de Pernambuco decidiu descentralizar as vacinas da Pfizer para todo o Estado, contemplando as gestantes e puérperas com ou sem comorbidades.