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Samu Recife registra queda de 52% nos atendimentos de síndrome respiratória aguda grave entre março e julho

O número de atendimentos feitos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a pacientes com suspeita de covid-19, vem caindo progressivamente no Recife. Entre os meses de março de 2021 e julho do mesmo ano, o órgão registrou redução de 52% na quantidade de ambulâncias enviadas a pessoas que precisaram de assistência, com sintomas respiratórios graves. Anteontem, o Samu Recife realizou seis atendimentos referentes à pandemia e começou a desmobilização gradual de viaturas.

O mês de março foi caracterizado por carregar consigo o segundo pico da pandemia na capital pernambucana. Na ocasião, o Samu Recife fez 1.591 atendimentos, quando foi registrada a maior média móvel de atendimentos ano – 60,9. Em um único dia, o órgão chegou a acionar as ambulâncias 68 vezes, para atender pacientes com sintomas respiratórios. No primeiro pico, em 2020, o dia em que teve o maior número de envios foi registrado em maio, quando foram enviadas 80 ambulâncias em 24 horas.

A partir de abril deste ano, a média móvel começou a cair progressivamente. Em julho, foram 770 atendimentos, uma média de 24 ocorrências por dia feitas pelas equipes de socorro. Comparando com o mês de março, houve uma redução de 52% no número de envios de ambulâncias. Já entre março e abril (1.548), a queda foi de 2,7%. Entre abril e maio (1.472), 4,9%. Entre maio e junho (1.146), a redução foi um pouco mais de 23%. De junho a julho, a diminuição foi a maior até agora, de 33%.

Na primeira semana de agosto, os números de chamados e de envios de ambulâncias também mostraram uma queda sustentada. Nesse domingo, o Samu recebeu 11 chamados na Central, para atender casos de sintomas respiratórios, resultando em seis acionamentos. A média móvel de atendimentos se aproximou da taxa registrada em fevereiro – antes do segundo pico da segunda onda da pandemia. Desde que o novo coronavírus começou a circular na cidade, 13.946 ambulâncias foram enviadas para atender casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

“Ver essa redução no número de envio de ambulâncias nos deixa muito esperançosos, no entanto, ainda não temos um cenário confortável. É uma situação de mais tranquilidade, mas não podemos baixar a guarda. Por isso, estamos sempre atentos ao cenário epidemiológico para basear as tomadas de decisão no que diz respeito ao formato de atendimento do nosso serviço”, disse o coordenador geral do Samu Recife, Leonardo Gomes.

DESMOBILIZAÇÃO

Com queda nos índices de atendimentos, de acordo com o gestor, o Samu Recife iniciou nesse último fim de semana a desmobilização gradual do plano para pandemia, em que reduz de 30 para 26 o número de ambulâncias ativadas no dia a dia – sendo quatro Unidades de Suporte Avançado (UTIs móveis), 21 Unidades de Suporte Básico e uma para atendimentos psiquiátricos.

Este ano, o serviço conta com a ajuda do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que disponibilizou quatro batedores treinados especificamente para auxiliar na circulação das ambulâncias, que escoltam os veículos e traçam rotas mais rápidas para o transporte de pacientes com covid-19.