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Delta confirmada em dois pernambucanos

Sequenciamento genético apontou presença da cepa

A Secretaria Estadual de Saúde informou que foram detectados os dois primeiros casos da variante Delta do novo coronavírus entre residentes de Pernambuco. A cepa foi confirmada durante sequenciamento genético de amostras de pacientes positivos para a Covid-19 feito pelo Instituto Aggeu Magalhães (iam/fiocruz PE). Os pacientes são um homem de 24 anos que mora em Abreu e Lima e outro, de 49, residente de Olinda. A mbos tiveram o primeiros sintomas em 15 de julho. Anteriormente, o Aggeu Magalhães já havia identificado cinco casos da variante Delta, contudo em tripulantes filipinos que precisaram atracar no estado para atendimento médico.

Os pacientes pernambucanos foram notificados no sistema e- SUS, voltado para os casos leves da doença, sem necessidade de hospitalização, e evoluíram para cura. No entanto, a área técnica da Ses-pe já determinou a investigação epidemiológica nos dois municípios para identificação de possíveis contatos. Caso existam infecções interligadas, haverá atuação para quebrar a cadeia de transmissão. A SES também informou que verificará se já há transmissão comunitária (quando não é possível rastrear a origem da contaminação) da variante no território pernambucano. Segundo o secretário André Longo, a identificação dos pacientes só reforça a necessidade de manter os cuidados contra a doença. A Ses-pe já ide nt i f icou que os homens tomaram a vacina contra a Covid-19, o que pode ter auxiliado para queos sintomas fossem leves. De acordo com o sistema de informação do Ministério da Saúde, o homem de 24 anos completou o esquema vacinal em março, com a vacina da CoronaVac/Butantan, e o mais velho fez a primeira dose da Pfizer em meados de maio.Pacientes já estavam vacinados quando adoeceram, o que pode ter sido decisivo para que tivessem quadros leves “A vacinação é uma estratégia de saúde coletiva e nenhum imunizante tem 100% de eficácia. Por isso, precisamos do maior número de pessoas vacinadas, bem como a manutenção dos cuidados, para diminuir a circulação do vírus e garantir proteção a todos. As vacinas comprovadamente protegem e podem salvar a sua vida”, reiterou André Longo, durante coletiva de imprensa.

O pediatra Eduardo Jorge, representante regional da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), também garantiu a segurança e eficácia das vacinas. “Sabemos que para essa variante, o escape à resposta da vacina é um pouco maior do que as cepas anteriores, e que é importantíssimo ter as duas doses”, ratificou.

Das 52 amostras analisadas pelo Instituto Aggeu Magalhães, 49 (94%) apresentaram a variante Gama (P.1), que também foi predominante nos trabalhos anteriores. Além dos dois casos da Delta, uma apresentou a variante B.1, que não é considerada de preocupação. “O que tem se observado é que a introdução da Delta tem sido mais lenta em alguns locais. Atribui-se que, pela presença da variante P.1, temos uma competição entre as cepas. Por isso, não é tão simples a predominância da variante Delta, ainda mais em um cenário de expansão da vacinação”, explicou André Longo.