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Recife confirma a primeira morte por dengue do ano num momento de alta de casos de arboviroses na capital

Num momento de alta de casos de arboviroses (doenças transmitidas pelo Aedes aegypti), com incidência acima do limite máximo esperado, o Recife confirma o primeiro caso de morte deste ano por complicações da dengue. O óbito foi de um homem de 76 anos, que morava no bairro de San Martin, Zona Oeste da cidade. A confirmação é da Secretaria de Saúde do Recife. A morte também é a primeira confirmada por arbovirose em Pernambuco e foi divulgada no 30º boletim epidemiológico de arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O idoso apresentou sintomas como febre, dor no corpo, manchas na pele e inchaço. No dia 21 de maio, ele deu entrada em um hospital da rede pública estadual. A morte do paciente aconteceu no dia 27 de maio, mas só foi confirmada no boletim da semana epidemiológica de número 30 (de 25 de julho a 31 de julho deste ano), por meio de critério clínico-epidemiológico (parâmetro em que se analisa histórico de contato próximo ou domiciliar com caso confirmado), após discussão entre integrantes do Comitê Municipal de Investigação dos Óbitos por Arboviroses. 

No Recife, até julho, foram notificados 10 óbitos suspeitos (além do que foi confirmado para dengue, dois foram descartados e os demais seguem em investigação).

Também até o último mês, foram notificados 16.516 casos suspeitos de arboviroses: 6.561 de dengue, 9.673 de chicungunha e 282 de zika. Entre eles, foram confirmados 3.007 casos de dengue e 7.393 casos de chicungunha. Em comparação ao mesmo período do ano anterior, houve aumento de aproximadamente 360% dos casos notificados e de 435% dos casos confirmados de arboviroses.

Os bairros que apresentam o maior número de casos prováveis de arboviroses são Ibura (559), Água Fria (311), Campo Grande (283), Santo Amaro (202), Campina do Barreto (195) e Cohab (190). Entretanto, ao analisar o risco de adoecimento, os bairros que apresentaram as maiores taxas de detecção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, por 10.000 habitantes, são Campina do Barreto (191,3), Bomba do Hemetério (136,1), Ibura (102,7), Santana (100,5) e Porto da Madeira (100,1).