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Boletim InfoGripe evidencia tendências nacionais preocupantes

A nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz ontem, sinaliza que, em nível nacional, os casos de síndrome respiratória aguda grave mantém o cenário de interrupção de queda e possível retomada de crescimento. A análise tem como base dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 16 de agosto.

O estudo aponta que quatro das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Apenas cinco têm sinal de queda na tendência de longo prazo: Alagoas, Mato Grosso (que apresenta subnotificação, segundo a Fiocruz), Paraíba, Roraima e Tocantins. No caso da Paraíba, observa-se sinal de crescimento na tendência de curto prazo (últimas três semanas), indicando possível interrupção na tendência queda, sinal que também está presente em outros 10 estados.

O Rio de Janeiro tem sinal forte de crescimento (probabilidade superior a 95%) no longo prazo. Bahia, Paraná e Rio Grande do Norte têm sinal moderado de crescimento (probabilidade menor que 75%) no longo prazo. No Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe verificou-se estabilidade a longo prazo e sinal moderado de crescimento a curto prazo. Finalmente, na Paraíba observou-se indício de queda no longo prazo, com sinal moderado de crescimento no curto prazo.

Quanto às capitais, seis mostram crescimento na tendência de longo prazo. É o caso de Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Oito capitais apontam estabilização a longo e curto prazo, o que indica interrupção da tendência de queda ou manutenção de platô. A lista é formada por Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Recife, Rio Branco, Salvador, São Luís e Vitória. “Isso evidencia a necessidade de manutenção de medidas de proteção à vida”, alerta o pesquisador Marcelo Gomes.