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Delta: proteção cai com o tempo

Um estudo feito pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, concluiu que as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca, ambas utilizadas no Brasil, são eficazes contra a variante Delta, mas o nível da proteção tende a cair com o tempo.

A pesquisa em formato preprint (sem revisão dos pares), publicada ontem, também apontou que a carga viral dos pacientes infectados pela Delta, mesmo após imunizados, é maior do que entre aqueles que contraíram o vírus por outras cepas.

Mais transmissível, essa variante tem preocupado autoridades e desacelerado planos de reabertura econômica pelo mundo.

Ao todo, o estudo analisou 2,58 milhões de testes PCR referentes a mais de 380 mil adultos, entre dezembro de 2020 e maio deste ano, quando a variante Alfa, identificada originalmente no Reino Unido, era a principal causa das novas infecções.

Os dados foram comparados com outros 811,6 mil testes de quase 359 mil adultos, coletados entre maio e agosto, já com a predominância da Delta.

TEMPO CRUCIAL

Os resultados apontam para a eficácia de ambos os imunizantes contra a variante , após a aplicação das duas doses dos dois imunizantes. O estudo se limitou à análise de adultos. No caso da vacina da Pfizer, foi encontrada eficácia de 94% contra a Delta 14 dias após a segunda dose. Esse índice caiu ao longo do tempo, chegando a 90%, 85% e 78%, quando passados 30, 60 e 90 dias.

A mesma tendência foi encontrada para a AstraZeneca, que 14 dias após a aplicação da segunda dose apresentou eficácia de 69% contra a Delta. Com uma queda menos abrupta, este índice chegou a 61% passados 90 dias da segunda aplicação.

Outra descoberta foi a de que a carga viral de pacientes infectados pela Delta, mesmo após tomarem duas doses da vacina, era muito maior do que aquela encontrada entre os casos de infecção pela Alfa, por exemplo. Ainda não é claro o que isso significa exatamente, mas uma das implicações é a confirmação de que a Delta é altamente mais transmissível.