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Solenidade celebra 30 anos do primeiro transplante cardíaco em Pernambuco

Fundamental para a sobrevivência e a qualidade de vida de pessoas com insuficiência cardíaca e cardiopatias graves, o transplante de coração representa uma verdadeira revolução na medicina.

Uma solenidade que reuniu importantes nomes da área da saúde no Recife celebrou, nesta quinta-feira (19), os 30 anos do primeiro procedimento desse tipo em Pernambuco, com uma homenagem ao responsável pela cirurgia, o médico e presidente do Instituto do Coração do Estado, Carlos Moraes.

O evento foi realizado na sede do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no bairro do Espinheiro, Zona Norte da Capital, com distanciamento entre as cadeiras reservadas no auditório e todos de máscara, de acordo com os protocolos de prevenção contra a Covid-19.

Além do cirurgião, receberam homenagens a coordenadora da Central de Transplantes do Estado, Noemy Gomes; a coordenadora do Programa de Transplante Cardíaco, Deuzeny Tenório; e a enfermeira responsável pelo procedimento no Real Hospital Português, Síglya Soares.

Legado de sucesso
Grande homenageado da noite, Carlos Moraes foi um dos palestrantes do evento, traçando um histórico sobre a cirurgia. Para ele, participar da celebração foi emocionante.

“Tenho o sentimento do dever cumprido. Não deixo de estar emocionado porque foi uma luta durante esses 30 anos, desde o primeiro transplante”, afirmou.

Uma luta que atravessou gerações. Filho de doutor Carlos, o cirurgião cardiovascular e presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia em Pernambuco (SBC-PE), Fernando Moraes, disse sentir bastante orgulho da atuação do pai.

“O paciente com insuficiência cardíaca tem uma qualidade e uma expectativa de vida muito comprometidas. E o transplante cardíaco vem para mudar radicalmente isso. É um grande marco”, observou.

História de avanços
Ao longo das últimas três décadas, o tratamento absorveu as inovações da atuação multidisciplinar das equipes de saúde. Uma delas é a escalação de um profissonal da enfermagem específico para o procedimento.

“Estou no serviço há seis anos. Faço o acompanhamento ambulatorial dos pacientes, no pós-operatório, de uma forma holística. Nós temos um elo”, ressaltou a enfermeira Síglya Soares.

O presidente do Cremepe, Maurício Matos, lembrou que este foi o primeiro evento realizado na sede do órgão desde o início da pandemia, há um ano e meio. “Para nós, é uma satisfação muito grande sermos escolhidos para fazer essa homenagem ao Instituto do Coração de Pernambuco”, declarou.