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Nova análise genética não encontra casos de Delta

A Secretaria Estadual de Saúde recebeu, na tarde da sexta-feira, um novo relatório de circulação de linhagens do novo coronavírus, emitido pelo Instituto Aggeu Magalhães. Segundo o governo do estado, essa nova rodada de sequenciamentos genéticos de pacientes que tiveram a Covid-19 não detectou, no conjunto de amostras biológicas analisadas, a variante Delta.

De acordo com o trabalho realizado pelo Instituto, das 157 amostras estudadas, 107 (68%) tinham a presença da variante Gama, também conhecida como P.1, que é a linhagem prevalente em território pernambucano. O restante dos genomas analisados pertence a sublinhagens da linhagem original Gama: P.1.1 (21%); P.1.2 (1,3%) e P.1.7 (9%). As coletas são de pacientes de 53 municípios de toda as regiões do estado e foram realizadas entre os meses de junho e julho deste ano.

Na quinta-feira, o secretário de Saúde, André Longo, anunciou que as investigações epidemiológicas realizadas pelos municípios, com apoio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), indicam que a variante Delta já circula no território pernambucano. Sequenciamento genético feito pelo Instituto Aggeu Magalhães revelou duas amostras com a cepa originária da Índia: dois homens, de 24 e 49 anos, residentes em Abreu e Lima e Olinda, respectivamente. Até o momento, não foi encontrado vínculo epidemiológico dos pacientes positivos, indicando a probabilidade de circulação da variante Delta no Estado – quando não é possível rastrear a origem da infecção, comprovando que o vírus circula entre as pessoas, independentemente de terem viajado ou não para locais onde há registro de casos.  

“Com os resultados encontrados até o momento, não conseguimos identificar os casos que positivaram para a doença antes desses pacientes. Seguiremos reforçando o sequenciamento genético das amostras, principalmente dos contactantes relacionados aos dois pacientes, para rastrear a possível presença da Delta no Estado”, reforçou o secretário. A SES-PE continua investigando outros possíveis contactantes dos dois casos positivos, com o apoio das Vigilância Epidemiológicas de Olinda e Abreu e Lima.