Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

A vez da vacina para adolescentes

Pernambuco recebeu, na sexta-feira (20), mais uma remessa de 186.030 doses contra covid-19 da Pfizer/BioNTech. Parte delas será para imunizar adolescentes entre 12 e 17 anos, inclusos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacina. No último dia 18, o Recife liberou a imunização contra o coronavírus para adolescentes de 12 a 17 anos com deficiência ou comorbidades. Fazem parte desse grupo as pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea; imunossuprimidos; pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise); e pessoas com obesidade mórbida. Além delas, estão todos os adolescentes que tenham quaisquer comorbidades elencadas no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da Vacina contra Covid-19, como diabetes, pneumopatias graves, alguns tipos de hipertensão, doença cerebrovascular e doença renal crônica, entre outras. Neste momento, a vacinação para esse grupo etário é aceita também por especialistas, principalmente pelo fato de que, entre adolescentes, também há aqueles que vivem com fatores de risco para o agravamento da infecção pelo coronavírus. Com o novo ritmo da campanha de imunização e a chegada praticamente diária de novas doses de vacinas, a inclusão desses adolescentes é vista com bons olhos. E o grupo que defende a imunização agora desta faixa etária esclarece que, ao começar a proteger os adolescentes com a vacina, o País se aproxima também do benefício coletivo da imunidade de rebanho. Ela é garantida quando a cobertura vacinal atinge um índice que começa a frear a transmissão, o que se reflete na redução de infectados e casos graves pelo vírus. Não é fácil, à luz do conhecimento atual, saber com precisão qual seria o percentual a ser vacinado da população para termos essa imunidade. Epidemiologistas acreditam que essa taxa precisa estar entre 70% e 80%. No Recife, também podem agendar a imunização as pessoas com síndrome de Down; deficiência permanente física, intelectual ou sensorial (visual ou auditiva). Esse grupo inclui pessoas com limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas, como amputação, paraplegia, tetraplegia, ostomia e nanismo, entre outras condições; indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo; indivíduos com grande dificuldade ou incapacidade de enxergar mesmo com uso de óculos; e indivíduos com alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais, como trabalhar, ir à escola e brincar. Além disso, estão incluídos os adolescentes com transtorno do espectro autista e com doenças raras. Entre elas, estão aquelas que causam imunossupressão como síndrome de Cushing, lúpus eritematoso sistêmico, doença de Chron, imunodeficiência primária com predominância de defeitos de anticorpos; doenças que causam comprometimento pulmonar crônico como a fibrose cística; doenças que causam deficiências intelectuais e/ou motoras e cognitivas como a síndrome Cornélia de Lange, a doença de Huntington; e outras doenças raras como anemia falciforme e talassemia maior. Na capital pernambucana, para a vacinação dos adolescentes, é necessário anexar o documento de identidade ou certidão de nascimento; documentação dos pais ou responsável ou tutela; e comprovante de residência no nome dos pais ou responsável. Além disso, aqueles com comorbidades também precisam anexar um documento que comprove a comorbidade. Os adolescentes com deficiência, com transtorno do espectro autista ou aqueles com doenças raras devem anexar a documentação pessoal e também um documento comprobatório da condição. São aceitos: laudo médico que indique a doença/ deficiência; cartões de gratuidade no transporte público que indique condição de deficiência; documento oficial de identidade com a indicação da deficiência; ou documentos comprobatórios de atendimento em centros de reabilitação ou unidades especializadas no atendimento de pessoas com deficiência.