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Leitos mais livres e corrida na vacinação

Com menores indicadores da covid-19 registrados desde o início da pandemia, Pernambuco apresenta queda na taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva (UTI) dedicados a pacientes com sintomas da doença. Atualmente, segundo dados da Central Estadual de Regulação Hospitalar, 38% das 1.252 vagas de UTI estão ocupadas. O índice corresponde à rede pública de saúde. No auge da pandemia no primeiro semestre deste ano, Pernambuco chegou a ultrapassar a marca de 1.800 leitos de UTI e, ainda assim, a taxa de ocupação se manteve acima de 95% por muitos meses. Agora, mesmo com um menor quantitativo de vagas, o índice de UTI fica aquém dos 40%; o de enfermaria também caiu: 33% das 1.029 estão com pacientes em assistência. Já na última semana, a Central de Regulação de Leitos registrou nova queda nas solicitações por vagas de UTI, com 330 pedidos de internação na última semana (8 a 14 de agosto), o que representa uma redução de 6% em relação à semana anterior. Na rede privada de Pernambuco, o cenário é o mesmo: os hospitais reduziram o número de leitos de UTI (ao todo, são 187) e apresentam, juntos, taxa de ocupação de 55%. Em relação às vagas de enfermaria, a quantidade também caiu: 27% das 128 estão ocupadas. O atual panorama da rede hospitalar pública e privada é reflexo da redução dos casos respiratórios graves, o que pode ser justificado também pelo avanço da vacinação no público em geral. Ao todo, foram 420 casos na semana epidemiológica de número 32 (8 a 14 de agosto), o que representa 21 casos a mais, em comparação com a semana 31 (1º a 7 de agosto) e uma queda de 17% na comparação com a semana 30 (25 a 31 de julho). Para o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, o aumento de casos em sete dias pode, neste momento, ser visto como um período de estabilidade. Em coletiva de imprensa nesta semana, ele explicou que, para se identificar uma quebra de padrão na tendência de queda, seria necessário avaliar os indicadores dos últimos 15 dias. Mesmo diante de uma possível nova fase epidemiológica, com redução consecutiva de indicadores, o secretário destaca ainda que a circulação da variante delta, em Pernambuco, reforça a importância dos cuidados e, principalmente, da vacinação contra a covid-19. “É fundamental que a população entenda a necessidade do uso correto de máscaras, do distanciamento social e da higienização adequada das mãos. São necessários compromisso e responsabilidade. A pandemia não acabou. O vírus continua circulando, com a introdução de variantes preocupantes, como é o caso da delta. Completar o esquema vacinal, com as duas doses, é essencial para a eficácia da imunização”, ressaltou Longo. Ontem um novo relatório de circulação de linhagens do coronavírus, emitido pelo Instituto Aggeu Magalhães (unidade da Fiocruz em Pernambuco), a pedido da Secretaria Estadual de Saúde, mostrou que uma nova rodada de sequenciamentos genéticos de pacientes que tiveram a covid-19 não detectou, no conjunto de 157 amostras biológicas analisadas, a linhagem delta em pacientes que vivem em Pernambuco. De acordo com o trabalho realizado pelo IAM, 107 (68%) amostram tinham a presença da variante gama, ratificando novamente a prevalência dela em território pernambucano. O restante dos genomas analisados pertence a sublinhagens da linhagem original gama: P.1.1 (21%); P.1.2 (1,3%) e P.1.7 (9%). As coletas, de pacientes de 53 municípios, foram realizadas entre os meses de junho e julho deste ano. BALANÇOS Ontem a SES registrou 550 novos casos da covid-19. Entre os confirmados, 59 (11%) são graves e 491 (89%) leves. Agora, Pernambuco totaliza 603.057 casos confirmados da doença, com 19.262 mortes. O Estado recebeu, ainda ontem, 215.300 doses de CoronaVac e 186.030 da Pfizer. “Com os dois lotes, o Estado ultrapassa o quantitativo de 9 milhões de vacinas contra a covid-19, disponibilizadas aos pernambucanos, desde o início da campanha de imunização, em 18 de janeiro. É um número que nos estimula a continuar firmes no enfrentamento à doença”, afirmou o governador Paulo Câmara.