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Em 15 de setembro, chega terceira dose

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a aplicação da terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir do dia 15 de setembro em idosos com mais de 70 anos e imunossuprimidos. No início da semana, o secretário executivo da Pasta, Rodrigo Cruz, antecipou que a aplicação da dose de reforço começaria em meados de setembro.

Também a partir de 15 de setembro, o ministério vai reduzir o intervalo da aplicação da segunda dose dos imunizantes da Pfizer e Astrazeneca das atuais 12 semanas para oito semanas.

A decisão foi tomada em reunião do ministério na noite da terça-feira (24) e anunciada pelo ministro em conversa com jornalistas. De acordo com Queiroga, no dia 10 de setembro, a pasta finalizará a distribuição de imunizantes para a aplicação da primeira dose em toda a população brasileira com mais de 18 anos, o que abre espaço para a antecipação e o reforço vacinal anunciado.

A aplicação nos idosos seguirá ordem cronológica, do mais velho para o novo. A Saúde aguarda a conclusão de um estudo para decidir como será a aplicação da terceira dose em profissionais de saúde e pessoas com menos de 70 anos.

O Ministério da Saúde estudará ainda a possibilidade de imunização cruzada entre as vacinas da Astrazeneca e Pfizer, mas isso será feito somente em caso de necessidade.

Queiroga também adiantou que a expectativa do ministério é de que até o final de outubro deste ano toda a população brasileira acima de 18 anos deve ser vacinada com duas doses

Ontem, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que a aplicação da terceira dose para pessoas acima de 60 anos começará a ser aplicada a partir do próximo dia 6 de setembro.

De acordo com o coordenador do centro de contingência da covid, Paulo Menezes, a aplicação da terceira dose da vacina acontece como a adoção de “um passo a mais na segurança” da população mais vulnerável em meio ao avanço da variante Delta no País.

O coordenador do centro de contingência, João Gabbardo, ressaltou que os índices epidemiológicos do Estado continuam a melhorar, mesmo com o avanço de casos da variante delta. “Não temos nenhum tipo de alteração nos indicadores por consequência do aparecimento dessa variante até o presente momento”, disse. Gabbardo afirmou que tanto a antecipação da segunda dose da vacina, quanto a aplicação da terceira dose do imunizante são medidas tomadas com base na observação do avanço da variante em outros países.

Em reação ao anúndio de Doria, Marcelo Queiroga disse que os Estados que não respeitarem a “soberania” do Programa de Imunização Nacional (PNI) correm o risco de ficarem sem vacinas. “Se cada um quiser criar um regime próprio, o Ministério da Saúde lamentavelmente não terá condições de entregar doses de vacinas”, afirmou.

“Temos que nos unir para falar a mesma língua. E não adianta falar na imprensa ou ir na Justiça, porque o juiz não vai assegurar dose que não existe”, frisou Queiroga. “O que queremos aqui é que nossa campanha siga de maneira equânime. O Brasil é uma só nação, um só povo”, afirmou.