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Pfizer vai produzir vacina no Brasil

A Pfizer e a BioNTech anunciaram nessa quinta-feira (26) a assinatura de uma carta de intenção com a farmacêutica brasileira Eurofarma para a produção da vacina contra a covid-19 no País. Segundo comunicado das empresas, os procedimentos de transferência de tecnologia, desenvolvimento local e instalação de equipamentos começarão “imediatamente”, com início da fabricação em 2022.

A empresa brasileira será responsável pela produção e distribuição do imunizante (chamado Comirnaty) para a América Latina. A estimativa é de entrega de mais de 100 milhões de doses anualmente, fabricadas em Itapevi, na Grande São Paulo.

O produto é uma das quatro vacinas contra o coronavírus autorizadas para aplicação no Brasil, sendo o único até o momento liberado para adolescentes de 12 a 17 anos. Na quarta (25), o Ministério da Saúde anunciou o início da aplicação da terceira dose de imunizantes em parte da população idosa e imunossuprimidos em setembro.

Com o acordo, a cadeia de produção chegará a quatro continentes, totalizando 20 plantas fabris. As empresas dizem ter entregue este ano mais de 1,3 bilhão de doses da vacina. E o montante deve chegar a 3 bilhões até o fim de dezembro.

O imunizante aplicado hoje no Brasil é produzido em duas fábricas nas cidades de Kalamazoo, em Michigan, e McPherson, no Kansas e em uma fábrica na Europa (em Purrs, na Bélgica). De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o processo de inclusão de um novo local de fabricação no registro de uma vacina envolve duas etapas principais: a certificação e a inclusão deste novo local na cadeia produtiva da vacina registrada pelo órgão federal.

Até o momento, a Anvisa diz não ter solicitação do laboratório Pfizer referente à inclusão deste novo local. “A solicitação deve ser feita pelo laboratório farmacêutico no momento que entender que a nova linha de produção tem condições de atender requisitos técnicos”, disse, por meio de nota.

DELTA

O anúncio ocorre no momento em que o País corre para vacinar o maior número de pessoas antes da disseminação da variante Delta. A Prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, adiou por tempo indeterminado o plano de reabertura das atividades que tinham sido suspensas por causa da covid-19. A primeira fase, prevista para começar no próximo dia 2, não tem mais data para ser iniciada.

“Desde o primeiro anúncio sobre o plano de reabertura da cidade, no início de agosto, foi frisado que essas medidas estavam condicionadas a um cenário epidemiológico favorável, com continuidade da regressão do mapa de risco da cidade para alertas moderado e baixo; e da regularidade de entrega de vacinas pelo Ministério da Saúde”, afirmou em nota a Secretaria da Saúde da cidade.

“Diante do recente aumento do número de casos da doença devido à circulação da variante Delta, retorno de todo mapa de risco para alerta moderado e da recomendação do Comitê Especial de Enfrentamento da Covid-19 (CEEC), o plano de reabertura foi adiado”, diz ainda.