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Baixa adesão de adolescentes preocupa SES-PE

A baixa procura do público de 12 a 17 anos para a primeira dose tem preocupado a Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com o secretário André Longo, alguns municípios ainda não chegaram a registrar 30% desse grupo com a primeira dose, inclusive citando a capital, Recife. Ele, inclusive, fez um apelo para que os pais levem seus filhos, principalmente para evitar a circulação do vírus em ambiente escolar.

“Chegamos a detectar alguns surtos (de coronavírus) nessa população de adolescentes em algumas escolas. Há uma baixa procura, e em alguns desses públicos que foram abertos não se chegou a 30% de procura. É fundamental que os pais e responsáveis atentem para isso. Esse público é de quase um milhão e a imunização é muito importante”, pontuou.

O representante da Sociedade Brasileira de Imunizações, Eduardo Jorge também reforçou a importância dos pais se atentarem à vacinação dos filhos para evitar o aumento no número de contaminações. “Adolescente geralmente é um grupo mais complicado de se vacinar. A extensão da vacinação para todas as pessoas acima de 12 anos, incluindo os adolescentes, é fundamental para a imunidade de rebanho, se isso um dia chegar a existir para a Covid-19.

Ele lembrou que esse público tem algumas características que pedem uma vacinação em massa. Uma delas é a constante formação de aglomerações, principalmente em festas.

“É um grupo que não gosta de usar máscara, que gosta de aglomerar. A gente apela para os pais que tenham segurança para imunizar seus adolescentes. A gente precisa dessa população vacinada, inclusive para evitar a transmissão em escolas”.

REFORÇO  
Na próxima segunda-feira (13), a Secretaria Estadual de Saúde promove reunião com os municípios pernambucanos, na Comissão Intergestora Bipartite (CIB), para discutir e pactuar a dose de reforço para idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos.

“Sobre a etapa de revacinação, terceira dose ou dose de reforço, sabemos que inicialmente, dois grandes grupos serão imunizados a partir do dia 15 de setembro: pacientes que apresentam alguma imunodeficiência (transplantados, oncológicos, pessoas que vivem com HIV ou que realizam hemodiálise e outras situações clínicas) e os idosos acima de 70 anos. Estudos apontam que esses grupos precisam de três doses para serem considerados imunizados.

O que vai mudar é o intervalo entre a segunda dose e o reforço. “No caso do grupo dos imunossuprimidos, eles precisam tomar a terceira dose após 28 dias da segunda aplicação. Já os idosos serão convocados após seis meses da segunda dose”, ressaltou Eduardo Jorge.