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Intervalo menor para Pfizer

O governo de Pernambuco decidiu reduzir, em todo o Estado, o intervalo de aplicação da segunda dose da vacina Pfizer/BioNTech de 90 para 60 dias. O anúncio foi feito ontem, em coletiva, após a determinação ser pactuada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems). A nota técnica foi encaminhada aos gestores municipais, que irão organizar sua rede e informar a população sobre quando será feita a alteração.

A Prefeitura de Olinda já comunicou que iniciou a aplicação de segundas doses do imunizante em quem tomou a primeira dose há menos de 90 dias. A gestão municipal informou que a população não precisa agendar a aplicação do reforço da vacina.

“Os municípios de Pernambuco já estão autorizados a reduzir o intervalo da segunda dose da vacina da Pfizer de 90 para 60 dias. Para aqueles que têm estoque de Pfizer específico para a segunda dose em estoque, não tem mais porque aguardar os 90 dias”, declarou o secretário estadual de Saúde, André Longo. Ele, ainda, que a decisão foi tomada com o objetivo de aumentar o número de pessoas no Estado com o esquema vacinal completo em menor tempo, sobretudo por conta da circulação da variante Delta no País.

“Precisamos acelerar o processo de vacinação dos pernambucanos. A proteção da vacina é mais efetiva quando aplicadas as duas doses, por isso a importância dessa redução. Além disso, a população que está com a segunda dose em atraso também precisa finalizar seu esquema. Atualmente, são mais de 650 mil pernambucanos com a segunda aplicação em atraso. Os municípios precisam convocar esse público e fazer busca ativa para que possamos garantir a proteção ideal”, completou o secretário de Saúde.

De acordo com o sistema de informação do Ministério da Saúde (MS), que é alimentado pelos municípios, atualmente, há 653.671 pessoas com segundas doses das vacinas contra a covid-19 em atraso em Pernambuco. Desse total, 459.493 precisam finalizar o esquema vacinal com a Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 160.486 com a Coronavac/Butantan e 33.692 com a Pfizer/BioNTech.

ASTRAZENECA

Questionado se a paralisação na produção de novas doses da AstraZeneca pela Fiocruz poderá afetar Pernambuco, Longo afirmou que a administração estadual sempre orientou os municípios a resguardar as vacinas enviadas para aplicação de segundas doses, mas, se houver algum problema, a população que necessita da vacina poderá completar o ciclo vacinal com a Pfizer.

Segundo o representante da Sociedade Brasileira de Imunizações no Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19, Eduardo Jorge da Fonseca, não haveria nada que contra-indicasse a prática. “Se houver necessidade de substituição, nós temos evidências de que o sistema heterólogo, ou seja, aquele que começa com a AstraZeneca e termina a Pfizer, é tão ou mais eficaz do que o esquema com a mesma vacina. Mas acredito que isso é questão transitória e daqui a 15 dias tudo já estará resolvido quanto à produção da AstraZeneca.”