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Missa e culto para vacinados

Igrejas e templos de Pernambuco cujas celebrações religiosas contem com a presença de mais de 300 pessoas deverão exigir a apresentação dos comprovantes do esquema vacinal e/ou resultados negativos dos testes para covid-19. A nova regra consta em decreto assinado pelo governador Paulo Câmara e publicado ontem em edição extra do Diário Oficial do Estado.

A medida ainda será regulamentada por portaria conjunta das secretarias de Desenvolvimento Econômico e Saúde.
Apesar disso, a exigência já está em vigor. Desde ontem, as celebrações presenciais, sem aglomeração, em igrejas, templos e demais locais de culto podem ocorrer das 5h à 1h, em qualquer dia da semana.

Até então, as igrejas poderiam funcionar com público de até 300 pessoas, sem a necessidade de comprovação de vacinação ou exame negativo para covid-19. Essa possibilidade continua em vigor, com a mudança valendo apenas para público superior ao estabelecido, que pode chegar a 2,5 mil.
Segundo a secretária executiva de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Ana Paula Vilaça, a medida é um avanço e não um empecilho para que fiéis frequentem os templos. “Essa exigência é para qualquer tipo de atividade
social que junte mais de 300 pessoas. O que a gente promoveu foi um avanço, uma flexibilização. Como já estava antes, até 300 pessoas, não é exigido controle vacinal. A partir de 300 pessoas ou 80% da capacidade do espaço, o que for menor, a gente pode ter até 2500 pessoas nesses locais”, argumentou.

NOVAS REGRAS

Desde ontem, celebrações religiosas também podem ocorrer presencialmente das 5h às 1h, em qualquer dia da semana Para o presidente da Convenção Batista de Pernambuco, Alberto Freitas, a medida é positiva e permitirá um retorno dos fiéis aos templos. Além disso, ele destacou que a medida é coerente, já que está sendo aplicada a diversos setores da sociedade. “A exigência está sendo uniforme para todos os tipos de ajuntamentos de pessoas. Então, entendemos que faz parte dessa necessidade e é um passo que é dado para um retorno ao normal nas atividades, incluindo das igrejas”, afirmou.

Guilherme Alves, pastor da Igreja A Ponte, compartilha da mesma opinião. “Cremos que a medida tomada pelo governo é uma tendência mundial. Nós acreditamos que o papel da igreja neste momento é caminhar junto com a sociedade, para que possamos vencer o mal que é o coronavírus. A saúde do povo é a prioridade.”

Segundo a presidente da Federação Espírita Pernambucana, Cristina Pires, os templos espíritas já estavam funcionando com um quantitativo abaixo do permitido. “Nós temos auditório para 500 pessoas. Começamos com liberação para 50,
passamos para 70 e vamos passar para 100 pessoas agora em outubro. A gente escolheu esse percentual porque conseguimos manter o distanciamento, conseguimos que todos estejam usando máscaras e aferir a temperatura de todos”, explicou.
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, afirmou que pouca coisa muda para as comunidades eclesiais do Estado, já que a medida diz respeito às celebrações que contam com a presença de mais de 300 pessoas. “Todos recomendamos a vacina e acreditamos na sua eficácia”.