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Tempo de retomar exame da mama

O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres: cerca de 2,3 milhões de casos novos foram estimados para o ano de 2020 mundialmente, o que representa cerca de 25% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas nas mulheres. As taxas de incidência variam entre as diferentes regiões do planeta, com as maiores taxas nos países desenvolvidos. Para o Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) foram estimados 66.280 casos novos de câncer de mama neste ano, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres. Neste Outubro Rosa, mês de conscientização, autoridades e profissionais de saúde abraçam a missão de estimular as idas periódicas aos mastologistas, já que o diagnóstico precoce do tumor leva a chances de cura que chegam a 95%. O intuito também é chamar a atenção das mulheres para a adoção de um estilo de vida saudável no dia a dia, com a prática de atividades físicas e boa alimentação para evitar doenças como o câncer de mama. Além disso, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) quer reforçar que há muita vida após o câncer de mama e que a saúde feminina deve ser olhada com atenção, principalmente neste momento em que o rastreamento e o tratamento foram prejudicados por causa da pandemia de covid-19. Os registros de realização de mamografias, principal exame para detecção precoce do câncer de mama, sofreram diminuição relevante tanto no sistema privado quanto no público, o que traz consequências acarretadas por um possível diagnóstico tardio. Segundo as radiologistas Norma e Beatriz Maranhão, do Lucilo Maranhão Diagnósticos, no ano passado, considerando a rede de clínicas da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, houve redução de 53,1% no número de mamografias, em comparação com 2019. Já em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), estudo realizado em Barretos (São Paulo) demonstrou que a queda foi de 77% no volume de exames de rastreamento. “Com a suspensão dos procedimentos eletivos e o receio da infecção, muitas pessoas deixaram de realizar seus exames periódicos. Não existindo um rastreamento adequado e um diagnóstico precoce e preciso, os tumores passaram a ser detectados em estágios avançados, com maior grau de invasão, maior comprometimento gânglios linfonodais e de dimensões tumorais. Em alguns casos, são até palpáveis e identificados ao exame físico”, frisa Beatriz Maranhão. De acordo com o presidente da SBM, Vilmar Marques, boa parte do movimento deste ano será focado na disseminação da informação. “Diversos estudos revelam que o sobrepeso e a obesidade, além da falta de atividades físicas no dia a dia, aumentam os riscos para câncer de mama e ainda proporcionam uma má qualidade de vida para quem está em tratamento. Nosso alerta é: quanto antes mudar o estilo de vida, melhor para a saúde. Desta forma, evita-se que novos casos de câncer de mama ocorram”, afirma Vilmar. Ele reforça que o acompanhamento com o mastologista e a realização da mamografia anual, por mulheres a partir dos 40 anos, são essenciais. O presidente da SBM/Pernambuco, Carlos Eduardo Caiado, ratifica a importância da precocidade nos diagnósticos. “Saber o quanto antes é tudo no tratamento de um câncer de mama. Essa neoplasia, bem no início, é assintomática. Por isso, a importância do rastreamento. Com o diagnóstico precoce em mãos, há aumento nas taxas de cura, as cirurgias são menos agressivas e a chance de não precisar de quimioterapia é grande. O pós-cirúrgico também é mais rápido, e a paciente consegue retomar a rotina”, frisa Caiado.