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InfoGripe sinaliza estabilidade nos índices da Covid

O Boletim InfoGripe, publicado nesta sexta-feira pela Fiocruz, enfatiza cenário de estabilidade nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), com pequenas oscilações, em todas as faixas etárias analisadas no país. No grupo etário com zero a nove anos, os níveis permanecem fixos em valores entre mil a 1,2 mil casos semanais. A análise demonstra que esses números são próximos aos registrados no pico de julho de 2020, ou seja, 1.282 casos notificados na Semana Epidemiológica 29. Nas demais faixas etárias, o patamar atual representa os menores valores desde o início da epidemia no Brasil.

O estudo se baseia nos dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 4 de outubro e compreende a Semana Epidemiológica 39 (26/9/2021 a 2/10/2021).

O Brasil como um todo apresenta sinal de estabilização na tendência de longo prazo, ou seja, em relação às últimas seis semanas, e de crescimento no curto prazo, nas últimas três semanas. Nesta atualização, apenas nove dos estados mostram sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Distrito Federal, Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe.

“Do ponto de vista epidemiológico, a flexibilização das medidas de distanciamento social facilitam a disseminação de vírus respiratórios e, portanto, podem levar a uma retomada do crescimento no número de novos casos. Dada a heterogeneidade espacial da disseminação da Covid-19 no país e estados, recomenda-se que sejam feitas avaliações locais, uma vez que a situação dos grandes centros urbanos é potencialmente distinta da evolução no interior de cada estado. A situação das grandes regiões do país serve de base para análise de situação, mas não deve ser o único indicador para tomada de decisões locais, conforme explicitado em nota técnica elaborada pela Fiocruz”, diz o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

LONGO PRAZO

Pernambuco e Rio Grande do Sul também apresentam sinal forte de crescimento na tendência de longo prazo, porém ainda compatíveis com situação de oscilação, mantendo valores relativamente baixos em comparação com o histórico da epidemia. No Rio Grande do Sul chama a atenção a manutenção de patamar elevado entre crianças, com média semanal acima de 70 casos, índice superior aos picos de 2020. No Paraná e em Santa Catarina, nota-se uma situação similar àquela do Rio Grande do Sul, com manutenção de casos semanais em crianças superiores aos picos de 2020. Um ponto importante é que no Rio Grande do Sul, além da Covid-19, o surto de vírus sincicial respiratório (VSR) foi significativo para o aumento expressivo dos casos de SRAG entre as crianças. Além dos estados da região Sul, outros estados que merecem destaque em relação aos casos de Srag em crianças são: Mato Grosso do Sul no Centro-Oeste; Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo no Sudeste; e Bahia no Nordeste.

Todas as macrorregiões de saúde se encontram em nível epidêmico ou inferior nos estados do Amapá, Maranhão e Rondônia. Todos os demais estados contam com ao menos uma macrorregião de saúde em nível alto ou superior. Apenas três ainda apresentam uma macrorregião em nível extremamente elevado: Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina.

Quanto às capitais, oito delas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), plano piloto de Brasília e arredores (DF), Maceió (AL), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA) e Vitória (ES). Assim como foi destacado para os estados, a análise sugere somente crescimento leve com oscilação ao redor de patamar estável.