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País ultrapassa 600 mil óbitos

O Brasil ultrapassou, ontem, à marca de 600 mil vidas perdidas para a covid-19, pouco mais de três meses e meio após atingir meio milhão de mortos. O intervalo maior entre as tristes efemérides indica que o pior momento ficou para trás. O boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil registrou, ontem, 615 novas mortes em decorrência de covid-19.

Com isso, o País chegou a 600.425 mortes durante a pandemia. Ainda são registrados, diariamente, 500 óbitos pela doença. Mortes que jamais serão esquecidas. No entanto, há uma queda sucessiva no número de casos e mortes, além de estagnação na taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) em patamares baixos na maioria dos estados brasileiros, como indica boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz. O geneticista Salmo Raskin, diretor do Laboratório Genetika, de Curitiba, avalia que a situação no Brasil está melhor. “Vejo o início do fim da pandemia. Ainda estamos no túnel, mas já enxergamos uma luz no fim e dá para fazer uma estimativa sobre quanto tempo estamos dessa luz. Não deve acontecer de novo o que aconteceu em abril e março passados. Mesmo que surja uma nova variante, a situação agora é diferente, temos as vacinas e elas estão avançando, melhorando”, afirma.

 Um dos grandes motivos para o enfraquecimento da pandemia foi a vacinação, que engrenou no País. A forte aceitação da vacina fez avançar a imunização total para quase 45% dos brasileiros, o que reflete também na redução drástica nos números de hospitalização, ao menos sete estados estão com queda de 70% ou mais nas internações. Mais protegidos, os brasileiros estão claramente otimistas em relação aos próximos tempos de pandemia. “Mas é importante ter toda calma nessa hora. Agora que as coisas estão indo bem, não precisa ter tanta pressa. O importante é manter essa direção. Ainda temos que completar algumas lições de casa, como cobertura vacinal completa e cuidados para evitar a infecção”, diz Raskin.

Entre os cuidados, está o afrouxamento no uso de máscara, que deve ser gradual. O que deve ocorrer, é que ela seja dispensada em ambientes abertos, como praias ou parques, mas mantida no transporte público e outros ambientes fechados, como supermercados. Depois, ela passará a ser um acessório que cada pessoa poderá adotar em situações em que se sintam mais vulneráveis. Tudo isso, no entanto, só em 2022. Pesquisadores de todo o mundo tentam estabelecer quais critérios científicos serão usados para declarar que a pandemia passou a ser uma epidemia.

 A professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, que tem pós-doutorado em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins, diz que um dos valores considerados seria um caso da doença para cada 100 mil habitantes, com entre 600 e 900 mortes por ano, como ocorre com a influenza. Valores dos quais ainda estamos muito distantes. “Quando tivermos mais de 80% da população vacinada acredito que vamos ver um impacto importante”, afirma a epidemiologista. PERNAMBUCO A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou ter registrado, ontem, mais 12 pessoas que faleceram em decorrência da covid-19. Com isso, o Estado totaliza 19.829 mortes pela doença.