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Nove em cada 10 internados não foram vacinados

Um novo levantamento atestou a efetividade das vacinas no combate ao vírus SARS-CoV-2. Estudo do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, mostrou que a cada dez pacientes internados com covid-19, nove não estavam vacinados. O trabalho também mostrou que a probabilidade de morte foi 14 vezes maior em pacientes não imunizados em comparação com aqueles que estavam com o esquema vacinal completo.

Para o levantamento, ainda não divulgado por completo, os cientistas analisaram 1.172 hospitalizações com diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à Covid-19 no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, entre janeiro de 2021 e a primeira semana do último mês de setembro.

Entre os pacientes, 1.034 não haviam recebido nenhuma dose da vacina, 138 haviam recebido ao menos uma dose. 274 morreram por complicações da covid-19 no Hospital. Destes, 237 não estavam vacinados, 21 receberam apenas a primeira dose e outras 16 pessoas tinham completado o esquema vacinal.

Outro número apontou ontem para a eficácia das vacinas. O Imperial College de Londres divulgou que a taxa de transmissão da Covid-19 no Brasil chegou a 0,60, o menor número desde abril de 2020, quando a Universidade começou a monitorar os dados.

O dado indica que cem pessoas contaminadas transmitem a doença para outras sessenta. Há duas semanas o índice estava em 1,04. Quando a taxa fica acima de 1 ponto, significa que cada contaminado transmite o vírus para mais de uma pessoa, o que indica o avanço da doença. Abaixo desse número significa que a propagação está em declínio.

O avanço na vacinação é o principal responsável pela queda nos casos. Até o momento, 149,6 milhões de brasileiros receberam a primeira dose, o equivalente a 70,17% da população. 99,6 milhões receberam as duas doses ou a dose única, 46,72% da população.

Com o boletim divulgado ontem pelo Ministério da Saúde, o Brasil chegou a 601.398 mortes por Covid-19. Em 24 horas, foram 185 óbitos e 7.359 novos casos. No total, 21.590.097 casos já foram confirmados no país. Ainda há 3.132 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.