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Médico lança livro hoje

Hoje, quando completa 81 anos, o médico Carlos Moraes lança o livro O coração tem razões: a trajetória de um cirurgião, editado pela FacForm. Com 126 páginas, a publicação reúne momentos importantes da medicina cardíaca em Pernambuco e a trajetória pessoal do autor. O prefácio da obra é do advogado e escritor José Paulo Cavalcanti Filho, articulista deste JC.

O lançamento do livro acontece às 18h, no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no Espinheiro, Zona Norte do Recife. Foi na sede do órgão onde Carlos Moraes celebrou, em agosto, os 30 anos do primeiro transplante cardíaco do Estado — realizado por ele, no Real Hospital Português, em agosto de 1991.

A publicação nasceu nos primeiros meses da atual pandemia de covid-19. “Foi um período em que toda a humanidade foi obrigada a rever seus planos e sonhos. Com o tempo, mais que suficiente, para refletir sobre o passado. Exercitei a minha memória e preparei o meu coração para as coisas que eu iria contar. Recordar e analisar minha vida nestes 80 anos me fizeram balançar um baú de memórias”, diz Carlos Moraes, em trecho do livro, com capítulos sobre a história da medicina domiciliar, o desenvolvimento da cardiologia e da cirurgia cardíaca, além de outros temas da vida pessoal e profissional do médico.

“Meu filho (o também cirurgião Fernando Moraes) sempre fala que, nos últimos 30 anos, nós permanecemos em sobreaviso. E graças a essa condição, conseguimos, além de realizar os transplantes de coração, beneficiar muitos outros pacientes que nem precisam desse procedimento. Sabe por quê? Somos uma equipe acostumada a tratar doentes graves. Então, quem chega ao hospital numa condição mais severa também conta com nosso apoio, porque sempre há plantonistas do nosso programa à disposição”, relatou Carlos Moraes, em agosto, quando comemorou os 30 anos do primeiro transplante cardíaco realizado no Estado.

Desde o primeiro transplante cardíaco de Pernambuco, realizado em agosto de 1991, Carlos Moraes soma 221 pacientes, de diversas faixas etárias, que passaram por esse procedimento e ganharam nova força no RHP, por terem recebido um novo coração, sob os cuidados da equipe comandada pelo médico. Os procedimentos só foram possíveis porque famílias conseguiram se deixar tocar pela generosidade e dizer sim à doação de órgãos. É um consentimento que possibilita a transformação da dor da morte no renascimento de outras vidas. “Nunca interrompemos o programa”, frisou Moraes.