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Alerta sobre a vulnerabilidade dos idosos

O mais recente Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz reforça a estabilidade de indicadores da transmissão do Sars-CoV-2 (Covid-19), mas chama atenção que a idade precisa ser considerada como um aspecto de vulnerabilidade e requer medidas de proteção, manejo clínico e vigilância. Os novos dados mostram que, apesar da melhoria do cenário geral, a proporção de casos internados entre idosos está em 63,3% e que 81,9% dos óbitos ocorrem em pessoas acima de 60 anos.

A letalidade hospitalar em idosos é 2,5 vezes maior do que em adultos jovens. Na Semana Epidemiológica 41, a média de idade das internações em UTI e de óbitos foi, respectivamente, de 64,2 e 71,6 anos. “A pandemia não acabou. O quadro geral aponta que os resultados observados nas duas últimas semanas epidemiológicas (10 a 23 de outubro) reforçam a manutenção da tendência de redução dos impactos da Covid-19 no país, demonstrando que a campanha de vacinação está atingindo um dos seus principais objetivos – o de redução de casos graves que levam à internação e ao óbito. Contudo, os pesquisadores alertam que ainda não se pode falar em bloqueio completo da circulação do vírus e, portanto, da transmissão da doença”, reforça a fundação, em nota.

Atualmente, 72% da população brasileira se encontram vacinada com a primeira dose e 53% com esquema vacinal completo. Apenas seis estados apresentam mais de 50% da população com o esquema de vacinação completo. Por outro lado, apesar da melhoria dos indicadores, o Boletim ressalta que o país ainda se encontra em uma emergência de saúde pública.

Neste cenário, os pesquisadores do Observatório defendem a importância de se ampliar e acelerar a vacinação. “É fundamental que a população esteja protegida com esquema vacinal completo e que os elegíveis recebam a terceira dose”, pontuam.

O quadro geral das Síndromes Respiratórias Agudas Graves permanece acima de um caso por 100 mil habitantes. Em parte, esta estabilidade ocorre porque alguns estados encontram-se em ligeira tendência de aumento da Srag. Em outros se observa um declínio no número de casos de SRAG. De fato, verificou-se aumento nos estados de Roraima, Amapá, Pará, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Entretanto, houve tendência de redução de casos no Amazonas, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Pernambuco. Apenas o Acre e a Bahia aparecem com estabilidade nas últimas duas semanas.

Dez estados apresentam mais de 70% da população com vacinação de primeira dose e seis estados apresentam mais de 50% da população com segunda dose. O estado de São Paulo, com mais de 80% da população vacinada com a primeira dose e 65% com a segunda ou dose única, apresenta o maior percentual de imunizados no país.

Festas

Nos últimos meses, o relaxamento das medidas de distanciamento físico tem aumentado a concentração de pessoas em ambientes fechados. A Fiocruz alerta que, com as festas de fim de ano, a expectativa é que essa circulação tenderá a crescer ainda mais nos meses de novembro e dezembro. “Diante desse contexto o uso das máscaras como medida de proteção individual, combinado com a higienização das mãos, ainda é extremamente importante”, diz a fundação.

Números

  • 119 casos da Covid-19 foram detectados ontem
  • 632.011 casos confirmados desde o começo da pandemia
  • 7 novos óbitos foram confirmados ontem ocorridos entre 01/12/2020 e 30/10/2021
    – 5 masculinos
    – 2 femininos
  • 20.025 mortes pela doença no total
  • 46% das vagas de UTI estão ocupadas na rede pública
  • 48% na rede privada