Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Fiocruz pede cautela durante a retomada

Pesquisadores do Observatório Covid-19 da Fiocruz defendem que a retomada de eventos sociais com aglomeração seja feita com cautela. Em boletim, eles frisam que não é possível levar em conta apenas o percentual de adultos completamente vacinados e sim buscar 80% de cobertura vacinal da população total, incluindo crianças e adolescentes.

Segundo o boletim divulgado, ontem, a flexibilização das medidas de proteção contra a transmissão do vírus
deve ser adotada “de forma cautelosa, paulatina e acompanhada de outras medidas, tais como o passaporte vacinal e vigilância em saúde”, para identificar rapidamente novos casos e seus contatos.

“A população de adolescentes, pelo tipo de comportamento social que tem, é um dos grupos com maior intensidade de circulação nas ruas e convive com outros grupos etários e sociais mais vulneráveis. Por isso, é equivocado pensar que, com a população somente adulta coberta adequadamente, a retomada irrestrita dos hábitos que aglomeram pessoas é possível”, afirmam.

Os pesquisadores ressaltam que países da Europa e os EUA vêm relatando surtos de covid-19 e retrocedendo
em medidas. “Mesmo em locais que vacinaram a maior parte da população, há avanço de casos e hospitalizações. Desse modo, a desobrigação do uso de máscaras em situações de risco e a liberação, por parte de governos
locais, de eventos que causem aglomeração, precisam ser observadas com extrema cautela e com o monitoramento contínuo nas próximas semanas.”

O cenário brasileiro ainda é de estabilidade nas taxas de transmissão do vírus Sars-CoV-2. Embora o registro de casos e de óbitos por covid-19 se mantenha em trajetória descendente, a taxa de positividade dos testes de diagnóstico permanece alta, o que pode ser atribuído à exposição ao vírus e à presença de indivíduos fora de casa. O Índice de Permanência Domiciliar mostra, por exemplo, que há mais pessoas nas ruas do que antes da pandemia.

As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS obtidas no dia 1º de novembro estão em
patamares majoritariamente inferiores a 50% nas diversas Unidades da Federação, com exceção do Espírito Santo,
que se encontra na zona de alerta intermediário (67%).

Segundo o boletim, a cobertura vacinal vem aumentando paulatinamente e recentemente alcançou 55% da
população total, ainda distante do patamar ideal. Há também uma quantidade expressiva de pessoas que precisam retornar para a segunda aplicação do imunizante.

Um estudo da Fiocruz aponta que mais de 14 milhões de brasileiros estão com a segunda dose da vacina contra covid-19 em atraso de mais de 15 dias. A informação foi divulgada no segundo Boletim VigVac, produzido pela Fiocruz Bahia,
com base em dados até 25 de outubro.

Os pesquisadores ressaltam que o número de pessoas com a dose em atraso de mais de 15 dias duplicou, entre 25 de setembro e 25 de outubro, saltando de cerca de 7 milhões para 14.097.777.