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Diabetes exige reforço na atenção com os pés

Parte importante do nosso corpo, os pés, que nos sustentam o dia inteiro, necessitam de cuidados especiais. E quando uma pessoa tem diabetes, a atenção com esses membros precisa ser redobrada, porque a doença pode ser um agravante para severas complicações.

O mais comum dos problemas é denomidado “pés diabéticos”, uma complicação crônica do diabetes mellitus caracterizado por infecção e formações de ulcerações profundas, que geralmente está associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica nos membros inferiores.

Esses ferimentos — que podem ser desencadeados por situações corriqueiras do dia a dia, como um corte mal feito em uma unha, um calo provocado por um sapato apertado e até mesmo uma esfoliação nos pés —, quando não são bem cuidados podem levar até a amputação do membro. De acordo com o Ministério da Saúde, todos os dias são realizadas 43 amputações de membros inferiores decorrentes de complicações da diabetes.

Por conta disso, a podóloga especializada em pés diabéticos, Cris Farias, destaca a importância de se manter constantemente vigilante aos pés de quem tem diabetes.  “Pacientes diabéticos devem observar qualquer sinal nos pés como frieiras, bolhas, ferimentos e calos. Essas atitudes ajudam a manter a saúde equilibrada e a evitar problemas”, pontuou. 

A aposentada Valdenice Veríssimo, 70, tem diabetes há mais de 15 anos. Desde que foi diagnosticada com a doença, passou a sentir muitas dores nos membros inferiores, causadas pela má circulação. Como tem a pele mais sensível, um pequeno arranhão ou até mesmo uma coceira mais intensa é suficiente para surgir uma úlcera. “Eu sou muito cuidadosa na hora de cuidar dos pés, porque tenho muito medo de perdê-los. Às vezes, surge uma bolhinha de nada e com menos de uma semana se forma uma ferida gigante”, relata. Uma das preocupações de Dona Valdenice é a dormência, já que ela pode não sentir que está machucando e não dar a devida atenção ao problema.

O tratamento de pés diabéticos, sobretudo de idosos, exige um protocolo mais seguro. “É preciso saber examinar um pé diabético, observando se tem ou não fissura ou micose, saber fazer o corte correto da unha e procurar um especialista médico em alguns casos”, diz Cris Farias. “É importante que as pessoas procurem profissionais que tenham o conhecimento de anatomia, fisiologia, podopatias e o domínio de técnicas e instrumentos essenciais para lidar com o diabético”, complementa.

Além dos cuidados com a alimentação e controle da medicação que a diabetes exige, alguns hábitos específicos para os pés devem ser inseridos no cotidiano, como secar os pés com cuidado após o banho, manter a pele hidratada, utilizar meias de algodão, cortar as unhas de forma adequada para evitar ferimentos nos cantos dos dedos, não cortar os calos nem utilizar receitas domésticas ou calicidas para acabar com eles, evitar andar descalço e optar por calçados anatômicos.