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Médicos da rede privada podem prescrever PrEP

Desde ontem os médicos da rede privada de Pernambuco poderão prescrever a profilaxia pré-exposição (PrEP), método de prevenção à infecção pelo HIV, para que o usuário faça a retirada do medicamento no Sistema Único de
Saúde (SUS). O objetivo é ampliar o alcance da iniciativa, destinada a grupos populacionais com maior vulnerabilidade à infecção. O Programa Estadual de IST/Aids/Hepatites Virais da Secretaria Estadual de Saúde (SES) lançou nota técnica orientando os serviços de saúde e os profissionais sobre as diretrizes para o atendimento, acompanhamento e dispensação da droga.

“Existem diversas estratégias para prevenir a infecção pelo HIV e a PrEP é uma delas. Para sua eficácia, é preciso adesão, já que o uso é diário, além do acompanhamento permanente. Mas precisamos lembrar que essa profilaxia não exclui ou substitui outros métodos,já que existem outras infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis
e a gonorreia, que não são evitadas com a PrEP. Essa metodologia tem sido uma estratégia importante para evitar novos contágios pelo HIV, mas precisamos informar à população que essa é uma ferramenta que deve ser utilizada de forma combinada, utilizando também a camisinha, por exemplo. O indivíduo e o profissional de saúde que o
acompanha devem dialogar para que o usuário utilize métodos mais seguros que se adequem a sua realidade, sempre respeitando a autonomia do indivíduo”, afirma a gerente do Programa Estadual de IST/Aids/HV, Camila Dantas.

A PrEP consiste no uso diário de antirretroviral para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV. O medicamento (tenofovir entricitabina) bloqueia alguns “caminhos” que o vírus usa para infectar o organismo. O efeito ocorre após 7 dias de uso para relação anal e 20 dias de uso para relação vaginal. A estratégia se mostra eficaz e segura, quando utilizada corretamente, em pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção. De acordo com as determinações
do Ministério da Saúde (MS), os públicos elencados para a profilaxia são: gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo, pessoas trans e travestis e casais soro diferentes. Ainda é importante analisar algumas práticas, como deixar de usar camisinhas nas relações sexuais, fazer uso repetido da profilaxia pós-exposição (PEP) ou apresentar episódios frequentes de infecções sexualmente transmissíveis (IST).

A gestora lembra que, além de estar incluso no grupo prioritário para a estratégia, o indivíduo precisa ser acompanhado por um médico e não estar infectado pelo HIV, sendo necessário realizar testes periódicos para verificação. O médico da rede privada ficará responsável pela gestão do cuidado do usuário, ofertando as consultas e analisando os exames periódicos necessários para que o usuário dê seguimento à profilaxia e possa sempre fazer a retirada do medicamento sem impedimentos. Na nota técnica produzida pelo Programa de IST, há links para as
diretrizes, protocolos,formulários e curso que abordam essa profilaxia. O usuário que já faz uso da PrEP,
acompanhado na rede pública, pode migrar para sua rede privada caso prefira.

A retirada dos medicamentos será nos Serviço de Atenção Especializada em HIV/Aids (SAE) da Policlínica Gouveia de Barros, do Hospital Otávio de Freitas, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e do Hospital das Clínicas (HC), no Recife; da Policlínica Cônego Pedro de Souza Leão , em Jaboatão dos Guararapes; do Centro de Saúde Amélia de Pontes, em Caruaru; e dos SAE de Serra Talhada e de Petrolina.

REDE PÚBLICA
Em Pernambuco, a estratégia foi implementada em 2018, inicialmente no Serviço de Atenção Especializada em HIV/Aids do Hospital Universitário Oswaldo Cruz e, posteriormente, no Hospital das Clínicas (HC), Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e SAE de Caruaru, SAE de Petrolina e Unidade Básica de Saúde Bernardino Campos em Petrolina. Esses são os serviços da rede SUS que fazem o cadastro e acompanhamento dos usuários em uso de PrEP.