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Separação zero na prematuridade

O mês de novembro faz um chamado de sensibilização da sociedade para a causa da prematuridade. Neste ano, a campanha tem como tema a não separação dos pais de seus bebês prematuros e de suas companheiras no ambiente do cuidado hospitalar. O bebê que vem ao mundo com menos de 37 semanas de gestação é considerado prematuro.

No Brasil, o nascimento dessas crianças corresponde a 12,4% dos nascidos vivos, de acordo com dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Ministério da Saúde. A prematuridade aumenta a chance de internações dos bebês em unidade de terapia intensiva (UTI), pois é na fase final da gestação que o sistema cardiorrespiratório amadurece. Por isso, bebês prematuros perdem a oportunidade de estarem mais preparados para lidar com a adaptação à vida fora do útero. Nesse contexto, especialistas chamam a atenção para a importância de conscientizar as gestantes sobre o pré-natal adequado. A obstetra Fernanda Maranhão, especialista em medicina fetal, explica que, entre 20 e 24 semanas de gravidez, é possível estimar o risco de a gestante vir a ter um parto prematuro, realizando a medição do comprimento do colo uterino quando for feito o ultrassom morfológico do 2º trimestre. “Durante a ultrassonografia, conseguimos identificar gestantes sob risco aumentado para o parto prematuro. Assim, é possível iniciar condutas, sejam elas medicamentosas ou cirúrgicas, para redução desse desfecho”, destaca a médica.

Vale frisar que os problemas envolvendo a prematuridade não estão só relacionados ao baixo peso. De acordo com Fernanda, um bebê prematuro precisa de cuidados específicos, pois estão mais suscetíveis a complicações como hipoglicemia, hemorragias, distúrbios respiratórios, temperatura instável e icterícia, o que pode exigir geralmente a internação em UTI neonatal.

Na última quarta-feira (17), marcada pelo Dia Mundial da Prematuridade, o Hospital da Mulher do Recife (HMR), no Curado, Zona Oeste do Recife, fez uma série de atividades de conscientização sobre a prematuridade. A unidade é referência para atendimento aos bebês prematuros na rede de maternidades do Estado. “Queremos aproveitar o Novembro Roxo, que é o mês da prematuridade e momento em que as atenções são voltadas para ações de prevenção ao parto prematuro, para orientar e conscientizar sobre o tema. É importante lembrar que a prematuridade é uma condição de risco tanto para mãe como para o bebê”, explica a diretora-geral do HMR, Isabela Coutinho.

Quem quiser saber mais sobre o assunto pode acessar o site da Associação Brasileira da Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros: prematuridade.com.