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80% dos adultos com duas doses

O Brasil alcançou 80% da população acima dos 18 anos plenamente vacinada contra a covid-19, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. Entre a população geral, ou seja, incluindo crianças e adolescentes, 60,5% estão com o esquema vacinal completo. Isso representa 129,1 milhões de brasileiros.

Especialistas afirmam que apenas com as duas doses (ou a vacina de dose única) a pessoa está protegida contra a doença. Considerados os que receberam a primeira dose, são 97,5% dos brasileiros com mais de 18 anos ou 74,0% da população total.

São Paulo é o estado com mais adultos com esquema completo, 94,4%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 93,6%. O Rio de Janeiro tem 73,2% dos adultos com as duas doses. No outro extremo, está Roraima, onde apenas 44,4% dos adultos estão totalmente imunizados. No Amapá, são 53%.

A professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, que tem pós-doutorado em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins, diz que a marca é algo a ser celebrado, no entanto, é preciso incluir adolescentes e crianças.

“Vamos comemorar, mas precisamos avançar para atingir essa meta de 80% na população total. Com as cepas mais transmissíveis, é preciso até mudar o percentual de vacinados: o que era 80% já passa para 90%. Precisamos das crianças e adolescentes para isso. E temos novas metas: 90% dos idosos e imunossuprimidos com doses de reforço”, lembrou a especialista.

A epidemiologista também já está de olho na vacinação de reforço para o maior número possível de pessoas acima de 18 anos, principalmente em razão das comemorações de fim de ano onde há uma tendência maior de aglomeração que pode aumentar a transmissão do vírus.

O avanço da vacinação no Brasil ocorre enquanto a diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a médica brasileira Mariângela Simão, anuncia que o mundo está entrando em uma quarta onda da pandemia. A declaração foi dada na conferência de abertura de um evento realizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

“As regiões tiveram comportamento diferente em relação à pandemia”, apontou Mariângela. “Na região das Américas, há uma transmissão comunitária continuada, com pequenos picos, enquanto a Europa está entrando de novo em uma ressurgência de casos”, explicou.

A médica não fez previsões específicas para o Brasil, que tem assistido nas últimas semanas a uma queda sustentada de internações e mortes. Comentou, porém, que a realização do Carnaval pode ser “extremamente propícia para o aumento da transmissão comunitária” no País.

A diretora da OMS apontou que, pelo que se observa pelas informações de hoje, havendo altos níveis de imunidade populacional em todos os países, a mortalidade pela doença poderá reduzir significativamente num futuro próximo.