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Caso em apuração no Brasil

Um brasileiro com passagem pela África do Sul testou positivo para covid-19 num momento em que o mundo todo está em alerta por causa da nova variante do coronavírus ômicron, que foi identificado, originalmente, na África do Sul, e é considerada potencialmente mais contagiosa. Ainda não se sabe se ele foi contaminado pela ômicron. O passageiro desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no último sábado, num voo da Ethiopian Airlines. Foram confirmados 13 casos da nova variante na Holanda e dois na Alemanha.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fiscaliza e exige, por força de portaria interministerial, que o viajante apresente exame PCR negativo para covid-19 realizado em, no máximo, 72 horas antes do voo internacional (na origem do voo). O passageiro em questão chegou ao Brasil com teste negativo, assintomático.

No entanto, após sua chegada, a Anvisa foi informada às 21h12 do último sábado sobre o resultado positivo de novo teste de RT-PCR, realizado pelo laboratório localizado no aeroporto de Guarulhos. Diante do resultado, a Agência notificou o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional, estadual e municipal, às 1h07 de ontem. A Vigilância epidemiológica do Município de Guarulhos também foi acionada para acompanhamento do caso.

De acordo com informações da Anvisa, depois da identificação e testagem com resultado positivo para covid-19, o paciente foi colocado em isolamento e já cumpre quarentena residencial. Os órgãos de saúde estadual e municipal passam a fazer o monitoramento do caso.

CUIDADOS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, ontem, que os cuidados com a nova variante são os mesmos tomados com cepas anteriores do novo coronavírus. Segundo Queiroga, trata-se de “uma variante de preocupação” e não de uma “variante de desespero”. O ministro assegurou que as autoridades sanitárias brasileiras têm “todas as condições para assistir a população”.

“A principal arma que nós temos para enfrentar essas situações é a nossa campanha de imunização”, disse Queiroga, durante transmissão em suas redes sociais. “Os nossos hospitais têm leitos disponíveis, as nossas salas de vacinação têm vacinas para vacinar todos os brasileiros que estão aptos para tomar essas vacinas e as autoridades sanitárias dos Estados e dos municípios juntos com o Ministério da Saúde estão trabalhando para que tenhamos uma segurança cada vez maior.”

Queiroga não comentou o caso suspeito do brasileiro vindo da África do Sul que foi diagnosticado em São Paulo com covid-19.

Na mesma transmissão, o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Sérgio Yoshimasa Okane, afirmou que o Ministério está monitorando leitos para covid-19. Caso seja necessário, unidades que foram fechadas após a diminuição dos casos da doença podem ser reabertas.

“O Ministério tem uma reserva estratégica (de medicamentos do chamado ‘kit intubação’) caso haja um aumento do número de pacientes que necessitem. Nós temos recursos, insumos para um eventual aumento do número de casos”, acrescentou. O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, disse que é preciso manter as medidas não farmacológicas no enfrentamento à covid. “Evitarmos aglomerações fúteis, (fazer a) higienização das mãos, (usar) o álcool em gel, a etiqueta respiratória”, declarou.

RESTRIÇÃO

Conforme recomendação da Anvisa, a Portaria Interministerial n. 660, de 27 de novembro de 2021, proibiu voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela República da África do Sul, República de Botsuana, Reino de Essuatíni, Reino do Lesoto, República da Namíbia e República do Zimbábue. A agência também recomendou, no dia de ontem, que Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia fossem incluídos na lista de países sujeitos a restrições.

De acordo com a portaria vigente, o viajante brasileiro procedente ou com passagem pela República da África do Sul, República do Botsuana, Reino de Essuatíni, Reino do Lesoto, República da Namíbia e República do Zimbábue, nos últimos quatorze dias antes do embarque, ao ingressar no território brasileiro, deverá permanecer em quarentena, por quatorze dias, na cidade do seu destino final.

Em que pese as restrições relacionadas aos viajantes provenientes desses países ainda não estarem em vigor, conforme a Portaria n. 660, de 2021, a Anvisa, desde a última sexta-feira (26) ao identificar o risco de transmissão da nova variante ômicron, já vem atuando para captação de eventuais riscos de sua disseminação no Brasil.

A Rede CIEVS, ligada ao Ministério da Saúde, também realizará os procedimentos de contato com os passageiros e tripulantes para monitoramento das condições de saúde e direcionamento aos serviços de atenção à saúde, bem como a adoção das medidas de prevenção e controle da covid-19.

As autoridades de saúde também ficarão responsáveis pelo mapeamento genômico para identificação da variante.