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Flexibilização de máscara cai por terra

Pernambuco voltou atrás na decisão de liberar o uso de máscara ao atingir 80% da população vacinada, como estava previsto e vinha sendo comentado pelo secretário de Saúde do Estado, André Longo. O gestor pontuou o avanço de casos da nova variante Ômicron na Europa, que, inclusive já está presente no Brasil, com casos registrados em São Paulo. “É impossível impedir a circulação e surgimento dessas novas variantes. Já temos relatos no Brasil, mas precisamos estar atentos porque os cuidados precisam ser os mesmos. Aquela ideia de que seria possível abolir o uso de máscara em locais abertos quando chegasse a 80% da cobertura vacinal caiu por terra com o que está acontecendo na Europa. Não há mais condições de fazer isso com segurança e Pernambuco não trabalha mais com esse cenário. Precisamos que a população intensifique os cuidados”, anunciou André Longo, em entrevista coletiva realizada ontem. Em crítica ao Governo Federal, o secretário explicou que o Estado defende que haja maior controle nos aeroportos, mas acaba sendo dificultado porque o trabalho é feito pelo Executivo nacional. “Temos defendido que haja maior rigor e controle nos aeroportos através do passaporte vacinal, mas há uma resistência [do governo federal] de implantar o passaporte vacinal para estrangeiros. Entendemos que é uma medida fundamental que infelizmente não cabe aos estados”, afirmou. De acordo com Longo, Pernambuco ainda não atingiu 80% da população com o ciclo vacinal completo até a segunda dose. “Chegamos perto de 95% em relação à primeira dose e temos algo em torno de 72 a 74% em relação à segunda. Precisamos trabalhar mais com a necessidade da dose de reforço e ver como será o comportamento da Covid-19 e dessa possível variante, queéuma nova preocupação”. Ele disse que o Aeroporto dos Guararapes, no Recife, atualmente conta com um posto de testagem no desembarque das aeronaves e que há uma conversa com a TAP (Transportes Aéreos Portugueses) para tentar fazer uma maior testagem. “Atualmente só temos um voo internacional que é o da TAP.

Tivemos conversas com a empresa para que pudéssemos fazer uma parceria para ampliar essa testagem, que é um serviço voluntário, até porque o governo brasileiro não instituiu essa obrigatoriedade e o Estado não pode instituir, cabe apenas a eles fazer isso”.Ao contrário da ideia inicial em abolir o equipamento, o pedido do secretário foi pela intensificação de cuidados