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Grupo receberá 4ª dose

Pela primeira vez, o Ministério da Saúde passou a prever a possibilidade de uma quarta dose da vacina contra a covid-19, ao menos para o grupo de imunocomprometidos acima dos 18 anos. Essas são as pessoas que têm o sistema imune comprometido por alguma situação de saúde e, por isso, tem mais dificuldade de reagir a infecções como o novo coronavírus.

Ainda não há definição se os demais brasileiros precisarão de uma quarta dose e em quanto tempo eles teriam que recebê-la após a imunização de reforço, atualmente em andamento no País.

Apontados como um grupo de risco, os imunicomprometidos estiveram entre os primeiros que receberam os imunizantes e, depois, também foram um dos primeiros grupos chamados para tomar a terceira dose, numa tentativa de reforçar suas defesas contra o Sars-CoV-2.

A nota técnica é assinada por Rosana de Leite Melo, secretária executiva de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde. A ideia de uma quarta dose foi inicialmente apresentada por Rosana em 8 de outubro, durante reunião com a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI). Na ocasião, a secretária apresentou quatro cenários possíveis de planejamento da compra de vacinas para 2022. Em dois dos modelos propostos, o governo federal previa a vacinação semestral de idosos acima dos 60 anos.

A lista de comorbidades encaradas como “alto grau de imunossupressão” pelo Ministério da Saúde inclui pessoas com imunodeficiência primária grave; quimioterapia para câncer; transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) com uso de drogas imunossupressoras; pessoas vivendo com HIV/AIDS; uso de corticóides em doses =20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por =14 dias; uso de drogas modificadoras da resposta imune; pacientes em hemodiálise, com doenças auto inflamatórias (incluindo as intestinais inflamatórias) ou imunomediadas inflamatórias crônicas.

QUATRO MESES

Como anunciado no sábado, a nota técnica determina a redução do intervalo de aplicação da dose de reforço da vacina contra o coronavírus para quatro meses. A estratégia foi anunciada como uma forma de conter o avanço da variante Ômicron no Brasil. Em São Paulo, o intervalo de quatro meses para a dose de reforço foi adotado desde o último dia 2. No Recife, desde ontem já é possível fazer o agendamento pelo site ou aplicativo do Conecta Recife.

Para aqueles que têm 18 anos ou mais e foram imunizados com a vacina da Janssen, que era considerada de aplicação única, a dose de reforço (segunda) deve ser administrada dois meses depois. Já gestantes e puérperas (45 dias após o parto) devem receber o reforço cinco meses após completarem o esquema. Neste caso, o imunizante indicado é o da Pfizer