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Covid gera caos nos aeroportos

Com alta nos casos de covid-19 nos EUA e na Europa, milhares de voos voltaram a ser cancelados nesta segunda-feira (27), levando caos aos aeroportos. Segundo o site FlightAware, que monitora partidas e chegadas, somente ontem foram cancelados mais de 2.500 voos no mundo.

Desses volume, cerca de mil foram dentro dos Estados Unidos ou que conectavam o país a outras nações. Outros 8 mil voos sofreram atrasos nesta segunda-feira.

O caos aéreo acontece num período do ano em que milhares de pessoas viajam para as festas de fim de ano. A variante ômicron tem afetado as tripulações das companhias aéreas, levando-as a um isolamento forçado, o que tem levado as empresas a alterar o calendário das decolagens.

Os cancelamentos de ontem agravam a situação dos aeroportos, que desde o Natal enfrentam suspensão de voos e longas filas de espera. Mais de 7 mil voos foram cancelados em todo o mundo durante o fim de semana.

A Europa é atualmente a região com mais casos, com mais de 3 milhões nos últimos sete dias, 57% do total mundial, assim como a maior quantidade de mortes, seguida por Estados Unidos e Canadá (1,4 milhão de novos contágios). A França superou a marca de 100 mil novos casos de covid-19 em 24 horas no sábado de Natal, um número sem precedentes.

O site Flightaware informou que houve quase 2.200 cancelamentos de voos neste domingo, incluindo mais de 570 relacionados com os Estados Unidos – viagens internacionais ou domésticas. No sábado, o mesmo site registrou quase 2.800 cancelamentos de voos, 970 relacionados aos Estados Unidos.

Na sexta-feira os cancelamentos se aproximaram de 2.400, além de 11 mil voos adiados, segundo o Flightaware. Muitas companhias aéreas foram obrigadas a deixar pilotos, comissários de bordo e outros funcionários em quarentena, depois que os trabalhadores foram expostos à covid. As empresas Lufthansa, Delta e United Airlines cancelaram diversos voos. De acordo com o Flightaware, a United Airlines teve que cancelar 439 voos na sexta-feira e sábado, quase 10% das viagens programadas.

“O pico de casos de ômicron em todo país nesta semana teve um impacto direto nas nossas tripulações e nas pessoas que dirigem nossas operações”, afirmou a empresa americana em comunicado, no qual afirma que busca soluções para os passageiros afetados.

A Delta Air Lines cancelou 310 voos no sábado e 170 na sexta-feira, também de acordo com o Flightaware, que menciona a ômicron como o principal motivo dos cancelamentos e, em menor medida, as condições climáticas adversas. As equipes da Delta esgotaram todas as opções e recursos antes de definir os cancelamentos”, afirmou a empresa. Na região oeste dos Estados Unidos a meteorologia prevê tempestades de neve e queda expressiva das temperaturas, o que complicará ainda mais uma situação já caótica.

“Condições de frio anormais e um fluxo de umidade do Pacífico resultarão em períodos prolongados de nevascas e chuvas”, afirmou o Serviço Meteorológico Nacional (NWS) dos Estados Unidos. Os cancelamentos representam um duro golpe para a tão aguardada retomada das viagens nas festas de fim de ano, depois do Natal de 2020 que foi muito afetado pela pandemia.

Nos Estados Unidos, de acordo com estimativas da Associação Automobilística Americana (AAA), mais de 109 milhões de americanos deveriam deixar sua área de residência de avião, trem ou carro entre 23 de dezembro e 2 de janeiro, um aumento de 34% em relação ao ano passado. A pandemia de covid-19 já provocou 5,3 milhões de mortes no mundo desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou o surgimento da doença no fim de dezembro de 2019 na China.