Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Doença em ritmo acelerado

Os casos da influenza continuam se multiplicando rapidamente em Pernambuco. A Secretaria Estadual de Saúde divulgou, ontem, que a nova rodada de resultados de exames para a doença registrou 1.370 amostras laboratoriais positivas, sendo 1.361 para o subtipo A (H3N2) e 9 A não subtipadas.

Com isso, totalizam 1.592 casos em Pernambuco desde o início deste ano, sendo 1.578 do subtipo H3N2 e 14 casos não subtipados. As análises estão sendo realizadas no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PE).

No último dia 20 de dezembro, o governo de Pernambuco informou que estava em 42 o número de casos positivos para a influenza A (H3N2), reforçando que os casos de gripe aumentarem de forma acelerada. Do total de casos registrados até agora, 7,5% (118) apresentaram Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Também foram registrados mais dois óbitos. Com isso, o Estado soma cinco mortes confirmadas pela influenza A (H3N2). Os dois novos óbitos são de uma criança do sexo feminino de 1 ano e cinco meses, residente de Olinda; e um idoso do sexo masculino de 68 anos de idade, residente do Recife.

Segundo a Secretaria de Saúde, ambos tinham comorbidades: a criança tinha distúrbio do coagulação. Já o idoso era portador de doença vascular crônica. “Somos todos responsáveis pelo controle da covid-19 e também da influenza.

Especialmente neste período de festas de final de ano e de férias escolares, a adoção e o reforço no distanciamento físico, no uso correto da máscara e na lavagem das mãos é uma questão de proteção à vida.

E precisamos de uma atenção especial com os idosos, as crianças e pessoas com comorbidades severas, que são os grupos mais suscetíveis ao agravamento”, disse, por meio de nota, o secretário estadual de Saúde, André Longo. Já no Recife, ontem, 818 casos de influenza A (H3N2) foram confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde.

Ontem, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Nova Descoberta, na Zona Norte da cidade, amanheceu lotada. A maioria das pessoas no serviço apresenta sintomas gripais como tosse, dor de garganta, dor no corpo e febre.

A recepção da UPA estava cheia de pacientes, e outros aguardavam na área externa para ser atendidos. Na ocasião, o operador de betoneira Antônio Lopes estava impaciente com a demora para receber assistência, pois já aguardava ser chamado há mais de quatro horas, sem nem mesmo ter passado pela triagem.

“Tem hora que a gente fica em pé, tem hora que senta no chão… É falta de respeito. Estou com dor no corpo, na cabeça e juntas doendo. Desde sexta-feira estou assim”, contou.