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Registro de infecção dupla

Autoridades médicas de Israel confirmaram o primeiro caso de um indivíduo infectado com a gripe sazonal e covid-19 simultaneamente. Apelidada de “flurona”, as duas infecções foram encontradas em uma mulher grávida não vacinada que apresentava sintomas leves, de acordo com informações do Hospital Beilinson, em Petah Tikva. Alguns relatórios sugeriram que isso marcou o primeiro caso duplo no mundo, mas relatórios de pacientes com gripe e covid-19 surgiram nos Estados Unidos já na primavera de 2020. Os profissionais apontaram ainda ser provável que muitos outros pacientes tenham sido infectados com os dois vírus, mas que ainda não foram diagnosticados laboratorialmente. “A doença é a mesma doença. Elas são virais e causam dificuldade para respirar, pois ambas atacam o trato respiratório superior”, disse Arnon Vizhnitser, diretor do departamento de ginecologia do hospital. A mulher recebeu alta na última quinta-feira, 30 de dezembro, do hospital, que indicava que ela estava em boas condições. Mesmo assim, o Ministério da Saúde de Israel seguiu estudando o caso com o objetivo de identificar se uma combinação dos dois vírus causava doenças mais graves. Israel viu um aumento nos casos de gripe nas últimas semanas, com cerca de 2.000 pessoas hospitalizadas em meio a temores de uma “twindemia” das duas doenças. O termo se refere a temores de um grande número de casos de gripe e os casos de covid-19 podem sobrecarregar hospitais, embora muitos indivíduos não sejam infectados com os dois vírus em simultâneo. A dupla infecção ocorreu pouco tempo após o ministro da Saúde de Israel, Nitzan Horowitz, dizer que o país es tá estendendo sua oferta de uma quarta dose de vacina da covid-19 para idosos em instituições de cuidados. O país já havia estendido o lançamento da quarta dose para pessoas que apresentam imunidade enfraquecida, tornando-se um dos primeiros países a fazê-lo, para tentar frear os casos ampliados pela variante Ômicron.

PELO MUNDO

Apesar do avanço da variante ômicron do coronavírus, que acelerou os contágios, cada vez mais os governos em todo o mundo estão flexibilizando as regras de isolamento para os contagiados e seus contatos para evitar a paralisia e forte crise das atividades econômicas. O alto grau de contágio da ômicron e as consequentes licenças de trabalho e quarentenas têm afetado duramente as sociedades, ainda que a aceleração das infecções não seja acompanhada, por enquanto, pelo aumento da mortalidade pela doença. A Europa, atual epicentro da pandemia da covid-19, enfrenta níveis sem precedentes de infecções: mais de 4,9 milhões de casos registrados nos últimos sete dias, 59% a mais que na semana anterior, de acordo com levantamento produzido pela agência AFP no último sábado. Na América Latina, o Equador anunciou, no último sábado, que encerrou o último mês de 2021 com 24.287 pessoas infectadas pela doença, mais que o dobro das registradas em novembro (9.513) e o triplo das registradas em outubro (7.556). Enquanto isso, a França, com mais de um milhão de casos detectados nos últimos sete dias, anunciou neste domingo (02) um relaxamento das regras de isolamento para as pessoas infectadas e seus contatos como forma de preservar a vida socioeconômica do país. Pelas regras que entram em vigor a partir desta segunda- -feira, as pessoas que testarem positivo para a doença e estiverem com o esquema vacinal completo terão que se isolar por sete dias em vez de dez, e podem reduzir o período a cinco dias se apresentarem resultado negativo em um teste subsequente. Aqueles que estiveram em contato com essas pessoas não vão precisar entrar em quarentena se tiverem o esquema de vacinação completo. A mudança da regra deve garantir “o controle das infecções enquanto se preserva a vida socioeconômica”, explicou o ministério da Saúde francês em um comunicado. A pasta destacou, ainda, que os primeiros dados virológicos apontam a “um período de incubação da variante ômicron mais rápida do que as variantes anteriores, o que favorece uma redução da duração do isolamento”. As pessoas que testarem positivo e não tiverem completado o esquema vacinal deverão se isolar por dez dias. Será mantida, ainda, quarentena de sete dias para os contatos de uma pessoa contagiada que não tiverem completado o esquema vacinal e estes deverão obter um exame negativo após este período para poderem sair do isolamento. No Reino Unido, com o número de infecções recorde, o secretário de Saúde Sajid Javid disse que não haverá novas restrições, exceto como “um último recurso absoluto”.