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Vacina infantil até o fim do mês

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afi rmou nessa segunda-feira (3) que as vacinas contra a covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos começarão a chegar ao Brasil antes do fi nal do mês. “Na segunda quinzena de janeiro, as vacinas (para crianças) começam a chegar e serão distribuídas, como nós temos distribuído”, disse, após um evento no Ministério da Saúde. Queiroga também disse que o Brasil será “um dos primeiros países a distribuir vacinas para crianças”.

Entretanto, diversas nações já imunizam essa faixa etária desde o ano passado, como Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, França, Estados Unidos e Israel “Em relação a essa questão das crianças, ao contrário da narrativa, que é dissolvida pelos fatos, nós vamos ser um dos primeiros países a distribuir vacinas para as crianças”, afi rmou o ministro, sem explicar como o Brasil seria um dos primeiros.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, no dia 16 de dezembro, a aplicação da vacina da Pfi – zer para crianças. O governo, no entanto, resistiu a iniciar a imunização, alegando que não há urgência. O tema enfrenta resistência do presidente Jair Bolsonaro (PL) e da sua base mais ideológica. O Ministério da Saúde realizou uma consulta pública sobre o tema, que durou do dia 23 de dezembro até domingo.

Mais de 21 mil pessoas enviaram sugestões. Especialistas criticaram as perguntas da consulta, dizendo que induziam respostas. Nessa segunda, Queiroga afi rmou que a consulta não foi um “referendo” nem um “plebiscito” e que o objetivo é “oferecer aos pais as informações necessárias”.

“É uma consulta pública, seguida de uma audiência pública onde os especialistas das diversas correntes vão poder discutir para a sociedade tomar conhecimento. O objetivo disso, qual é? Oferecer aos pais as informações necessárias para que eles possam tomar as melhores decisões para os seus filhos”, alegou o ministro.

A audiência pública acontece hoje pela manhã e será transmitida online pela pasta. A decisão sobre a vacinação de crianças deve ocorrer amanhã. A União quer que seja necessária prescrição médica para imunizar as crianças, mas governadores já anunciaram que não seguirão essa exigência.