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No mesmo patamar da primeira onda

Um dia após anunciar novas medidas restritivas para conter a escalada da epidemia de gripe e a nova onda da covid-19 com a chegada da ômicron, o governo de Pernambuco realizou coletiva de imprensa ontem para esclarecer os pontos das novas regras do plano de convivência com o coronavírus.

Com a volta de restrições, haverá maior controle de circulação daqueles que não estão vacinados, a fim de proibir a presença dessas pessoas em eventos e demais espaços públicos, como estabelecimentos de alimentação e lazer, mais propícios a aglomerações. Um ponto chamou a atenção na fala de André Longo, secretário de Saúde do Estado: as solicitações por leitos de UTI atualmente em Pernambuco já alcançou os mesmos números de maio de 2020, quando o Estado vivia a primeira onda de covid-19. Isso faz com que a retomada das medidas restritivas seja necessária neste momento em que o Estado vê um salto no volume de pacientes com síndromes respiratórias nos hospitais públicos e privados.

“O número de pedidos por leitos de UTI atinge o mesmo volume do pico da primeira onda de covid-19, em maio de 2020. Foram, na última semana, 805 solicitações por vagas de terapia intensiva, o que representa um aumento de 82% em 15 dias”, disse Longo. Para atender a demanda e garantir a assistência à população, o secretário de Saúde destacou que o governo tem se mobilizado. “Em menos de 20 dias, já são 480 novos leitos para casos de srag (síndrome respiratória aguda grave), sendo 213 de UTI. Isso corresponde à capacidade de, pelo menos, dois grandes hospitais de campanha. E continuamos trabalhamos, diuturnamente, para minimizar os impactos desta aceleração das doenças respiratórias e salvar vidas. Nos próximos dias, temos previsão de abrir, pelo menos, outros 500 leitos, sendo 290 de UTI”, garantiu. O secretário pediu ainda que a população não deixe de lado os cuidados preventivos, especialmente porque a ômicron tem um maior potencial de contaminação.

E os números já mostram essa velocidade da variante: a positividade dos testes rápidos de antígeno para a covid-19, nos centros de testagem, ficou em 15% na última segunda (10), enquanto que, no dia 28 de dezembro de 2021, era de apenas 3%. “Contra ômicron, ter apenas uma dose de vacina contra covid é estar desprotegido. Precisamos de, ao menos, duas doses contra a variante. Ômicron poderá causar doença grave em quem não tem as duas doses. O potencial de reinfecção dessa variante é grande. Mas 40% dos idosos com as duas doses ainda não tomaram a dose de reforço. Os próximos dias podem ser muito grave se não mudarmos de atitude (em relação a medidas de proteção)”, destacou Longo.