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Recomeço do “novo normal”

P ernambuco começa a viver hoje seu novo normal, com a volta de restrições sanitárias para evitar o avanço de síndrome respiratória aguda grave (srag) provocados por covid-19 e influenza H3N2. Serviços de alimentação e bebidas, como bares e restaurantes, cinemas, teatros e até grande eventos, a depender da quantidade de público, passam a exigir o comprovante vacinal completo e teste negativo para a covid-19.

O momento faz com que seja necessária a adoção das medidas, mas os laboratórios de medicina diagnóstica podem não estar preparados para mais pressão na demanda. A associação das empresas já alerta para o maior rigor na triagem para realização dos testes, visando à evitar o desabastecimento.

A partir de hoje será exigida a apresentação de passaporte vacinal para acesso a serviços de alimentação, cinemas, teatros e museus. Já os eventos terão a capacidade máxima reduzida de sete mil para três mil pessoas e, além da exigência de comprovação de duas doses, será preciso apresentar um teste negativo para covid-19 realizado nas 24 horas antes do show. As medidas são válidas até 31 de janeiro. Nos serviços de alimentação, será exigido o passaporte vacinal com duas doses ou dose única para pessoas até os 54 anos de idade e, a partir dos 55, também o reforço. A quantidade de pessoas por mesa não pode passar de 20. A medida é válida para restaurantes, bares e lanchonetes. inclusive de shoppings e centros comerciais.

Nos cinemas, teatros e museus, a regra do passaporte vacinal é a mesma dos serviços de alimentação. Também deve ser respeitado o distanciamento de 1 metro entre pessoas que não sejam do mesmo núcleo familiar. Caso haja mais de 300 pessoas no ambiente, ainda será exigida a apresentação de um teste negativo para covid-19, sendo com 24 horas de antecedência para exames de antígeno e de 72 horas para exames de RT-PCR. Para eventos, agora, o limite é de até 3 mil pessoas em locais abertos, de 1 mil em espaços fechados ou 50% da capacidade do local, valendo o que for menor. Além da comprovação vacinal completa e o teste negativo para a covid-19. Embora necessárias, as medidas devem levar mais gente em busca da realização de testes, tanto antígeno quanto RT-PCR, e esse acréscimo, na demanda que já tem sido fora do previsto, pode levar a um colapso no atendimento. A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) já alertou que, assim como em outras partes do mundo, a alta demanda de exames laboratoriais para o diagnóstico da covid-19 trouxe ao setor de medicina diagnóstica brasileiro a preocupação com a falta de insumos.

“Não é possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, pois os estoques são variados dependendo do laboratório e da região, mas há um risco real de desabastecimento”, alerta o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik. A Abramed já recomendou a priorização de pacientes para efetuarem os testes, segundo uma escala de gravidade.

“O ideal seria seguirmos testando todo mundo que se expôs de alguma forma, porém, com o cenário que vislumbramos a curto prazo, recomendamos fortemente que sejam submetidos a testes apenas os pacientes que tenham maior gravidade de sintomas, pacientes hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no grupo de risco, gestantes, trabalhadores assistenciais da área da saúde, e colaboradores de serviços essenciais”, reitera Shcolnik.

Em coletiva de imprensa na última terça-feira (11), o secretário de Saúde do Estado, André Longo, admitiu a dificuldade. “Nós temos testes rápidos. Estamos abastecendo os municípios. Adquirimos mais de 1 milhão de testes, e temos testes que estão sendo prometidos pelo ministério da Saúde. Alguns já vieram, mas a última vez que vi o nosso estoque, ele estava na casa dos 600 mil testes ainda, testes de antígeno”, disse. Quanto aos testes RT-PCR disponíveis na rede pública, o secretário garantiu, na ocasião, ter uma quantidade para “vários meses”.