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Teve Covid-19? Saiba quanto tempo esperar para receber a dose de reforço

Com quase 83% do público-alvo com o esquema primário completo – duas doses ou dose única – em Pernambuco, a campanha de vacinação contra o coronavírus continua com a aplicação da dose de reforço

A explosão de casos da Covid-19, impulsionada pela variante ômicron, no entanto, levanta questionamentos em relação ao tempo que se deve esperar para a sequência do ciclo vacinal.

De acordo com nota técnica do Ministério da Saúde, que consta no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, é recomendado que pessoas com quadro sugestivo de infecção pelo vírus em atividade adiem a imunização até a recuperação clínica total em pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas.


Em caso de pessoas assintomáticas, o ministério recomenda que se aguarde o prazo de quatro semanas a partir da primeira amostra positiva em exame de RT-PCR.

“É improvável que a vacinação de indivíduos infectados (em período de incubação) ou assintomáticos tenha um efeito prejudicial sobre a doença. Entretanto, recomenda-se o adiamento da vacinação“, diz a publicação do Ministério da Saúde.

Essa espera, reforça a pasta, se dá pela necessidade de evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. A orientação vale não apenas para dose de reforço, mas também para quem ainda não recebeu a primeira ou segunda doses.

“Não há evidências, até o momento, de qualquer preocupação de segurança na vacinação de indivíduos com história anterior de infecção ou com anticorpo detectável pelo Sars-CoV-2“, reforça o Ministério da Saúde.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) corrobora os prazos. “O paciente diagnosticado com Covid-19 de maneira sintomática deve contabilizar 30 dias, a partir do início dos sinais e sintomas da doença. Já quem teve a forma assintomática, deve contabilizar 30 dias após a confirmação do diagnóstico”, afirma.

O infectologista Filipe Prohaska explica que a recomendação de esperar a aplicação da dose vale principalmente por causa da convalescença, período de recuperação que uma pessoa passa após ter alguma doença.

“Para não misturar o que é sintoma da doença com sintoma vacinal, como reação. É preciso esperar o seu organismo se recuperar para tomar a vacina”, explica o médico. 

Sobre as pessoas que evitam tomar a vacina por já terem tido Covid achando que não é necessária a imunização por uma suposta produção de anticorpos pela infecção, Prohaska diz que isso não é recomendado. “Não tem comprovação científica nenhuma. O que se tem estabelecido é a necessidade de três doses”, acrescenta.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, cita que o tempo é necessário por causa da produção de anticorpos

“É para estabelecer a recuperação do quadro de Covid e pela interferência dos anticorpos que a doença tem na resposta da vacina. Quando você fica doente, tem muitos anticorpos da doença e quando toma a vacina pode interferir na resposta”, explica.

Renato diz ainda que não há uma justificativa específica para o prazo de 30 dias, algo estabelecido nos Estados Unidos e adotado no Brasil pela recomendação do Ministério da Saúde.

Quem teve resfriado e o teste deu negativo para Covid, pode receber a dose sem problema. A recomendação é esperar ao menos 48 horas em caso de quadro de febre. “É o prazo para qualquer vacina”, diz Kfouri.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) indicam que quase 1,5 milhão de pernambucanos, equivalente a 22,5% da população-alvo, já receberam a dose de reforço. Atualmente, o prazo para o recebimento da terceira vacina é de 120 dias, conforme recomendação federal.