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O procurador-geral Aguinaldo Fenelon será recebido, amanhã, pela ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), em Brasília. Fenelon apresenta o Projeto Pernambuco contra o Crack, que pode receber apoio do Governo Federal.

Isadora M. Bueno, 42 anos, professora em São Paulo (SP) – O crack está se alastrando como erva daninha. Dá para derrotar essa praga?

Presidente Dilma – Sim, Isadora, dá para derrotar essa “praga”, como você bem disse, que ameaça sobretudo o futuro dos nossos jovens. Tanto que lançamos, em dezembro, o plano Crack, é possível vencer. Estados e municípios já podem apresentar projetos para terem acesso aos R$ 2,1 bilhões destinados ao plano até 2014. Para tratamento de usuários de crack e de outras drogas, inclusive álcool, serão abertos pelo SUS 13.614 leitos. Teremos ainda 308 consultórios de rua, com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem nos locais de maior concentração de usuários. Vamos investir também fortemente na prevenção. Planejamos capacitar, em 42 mil escolas públicas, 210 mil educadores e 3.300 policiais militares que atuam no Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). Para intensificar o combate ao tráfico, contrataremos mais dois mil policiais para as Polícias Federal e Rodoviária Federal. Repassaremos recursos a Estados e municípios para que façam policiamento ostensivo e integrem as ações policiais. Estas e diversas outras ações devem envolver a participação de toda a sociedade para que a nossa luta seja vitoriosa. Para mais informações, basta acessar www.brasil.gov.br/enfrentandoocrack ou ligar para o VivaVoz (número 132 ou 0800-510 0015), serviço sigiloso e gratuito.

Arcoverde, Sertão, reforça a campanha contra o crack. A abertura dos jogos estudantis, ontem, marcou o início de uma nova fase das ações desenvolvidas pelo Ministério Público, Justiça, igrejas, ONGs e polícias. A preocupação, agora, é ampliar a prevenção, fiscalizando o perímetro das escolas públicas e privadas.

Para tentar combater o consumo de crack no município de Arcoverde, porta de entrada do sertão do estado, o Ministério Público de Pernambuco iniciou uma parceria com o município, Sesc, Pastoral da Criança, igrejas evangélicas, escolas públicas e particulares e as polícias civil e militar. O plano vai ser coordenado pelo promotor de Justiça Carlos Eduardo Seabra. A estratégia é convocar a sociedade para que todos enfrentem juntos o problema.

O professor Jair Carneiro Leão aprovou projeto de pesquisa junto ao CNPq e Ministério da Saúde, para estudar a saúde bucal dos usuários de crack, um tema da maior atualidade.

O ex-ministro da Saúde Alceni Guerra, do DEM-PR, desistiu da reeleição. A partir do próximo ano, ele vai se dedicar apenas a combater o crack. Segundo o deputado federal, o problema de saúde pública se tornou uma epidemia. Ele quer aproveitar a experiência acumulada em visitas oficiais a seis países para implementar tratamentos mais eficazes aos viciados na droga.

Nesta segunda-feira, no I Encontro da Rede Estadual de Enfrentamento ao Crack, o Governo do Estado e as organizações não- governamentais vão traçar ações de combate às drogas. Das 8h às 17h, na Faculdade Maurício de Nassau, nas Graças.

O consumo de crack avança no Sertão, reduto tradicional da maconha. Em Petrolina, pelo menos 12 bocas de fumo são fechadas, a cada mês, pela polícia. Diante do grave problema, há expectativa na cidade da criação de um núcleo específico para combater essa droga devastadora.

Não é de hoje que a imprensa denuncia a proliferação do crack e o poder constituído fez ouvido de mercador. Agora a coisa se tornou caso de calamidade pública e querem correr atrás do prejuízo. Se é verdade que “antes tarde do que mais tarde”, então vejam os governos das três esferas o que ainda pode ser feito para salvar os usuários dessa droga.

Enquete do Ministério da Saúde na internet sobre as drogas mostra que o crack está a cada dia mais perto. Quase 70% dos entrevistados disseram conhecer algum usuário da droga derivada da cocaína.

Recente estudo realizado em São Paulo constatou que muitos usuários de cocaína, na forma injetável, estão trocando de droga. Passaram a consumir o crack. A renda familiar média dos usuários supera vinte salários mínimos. É sabido que qualquer droga é nociva à saúde e destrói os relacionamentos interpessoais. Contudo, o crack ficou conhecido como a “droga burra”, devido ao alto poder destrutivo que possui. O usuário se transforma em um “zumbi”. A violência sentida em nossas cidades se deve, em boa parte, às ações desesperadas de pessoas viciadas na “pedra maldita”, que passam a assaltar, roubar e até matar para manter o vício. Que a sociedade discuta, seriamente, uma política de combate às drogas, mas em especial ao crack. Afinal, para os mais abastados, existem as clínicas de reabilitação que custa muito caro. Os pobres jovens certamente pagarão com a própria vida ou com a privação de liberdade. Salvemos os nossos filhos.

Célio Cruz – Recife